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Pedreiro ensina técnica simples para corrigir parede com umidade sem quebrar a alvenaria

A técnica de injeção que resolve parede com umidade sem precisar quebrar a alvenaria inteira

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Pedreiro ensina técnica simples para corrigir parede com umidade sem quebrar a alvenaria
Umidade ascendente sobe pelos poros da alvenaria como um papel absorvente, por isso soluções superficiais costumam durar pouco - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Parede molhada geralmente é sinônimo de obra grande: quebrar reboco, remover tijolos, refazer tudo. Um pedreiro com duas décadas resolvendo esse problema mostra que boa parte dos casos de umidade ascendente pode ser tratada sem derrubar nada, usando uma técnica de injeção química pouco conhecida fora do meio da construção.

O que é umidade ascendente e por que ela é tão difícil de resolver?

Umidade ascendente acontece quando a água presente no solo sobe pelos poros minúsculos de tijolos, blocos e argamassa, por um efeito parecido com o de um papel absorvente colocado na água. Diferente de um vazamento pontual, ela não tem uma origem única e visível, o que torna soluções superficiais, como apenas repintar a parede, ineficazes a médio prazo.

Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre bloqueadores químicos contra umidade ascendente confirma que tratamentos limitados à superfície tendem a mascarar o problema por pouco tempo, sem resolver a causa que continua ativa dentro da alvenaria.

Pedreiro ensina técnica simples para corrigir parede com umidade sem quebrar a alvenaria
A barreira química de silano-siloxano é injetada na base da parede e interrompe a subida da água pelos poros – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Como funciona a técnica de barreira química por injeção?

O processo começa com pequenos furos ao longo da base da parede, próximos ao piso, espaçados poucos centímetros entre si e levemente inclinados. Em cada furo, injeta-se um produto impermeabilizante à base de silano-siloxano, substância que penetra nos poros da alvenaria e forma uma barreira interna contra a subida da água.

Depois do período de cura do produto, os furos são fechados com massa apropriada, restaurando a superfície da parede. A partir daí, a umidade que já estava presente na alvenaria tem tempo para secar de dentro para fora, sem nova água subindo para substituí-la.

Essa técnica serve para qualquer tipo de infiltração?

Não. Antes de furar qualquer parede, é essencial confirmar que a causa é realmente umidade ascendente vinda do solo, e não infiltração por cano rompido, telhado com problema ou parede externa exposta à chuva direta. Cada uma dessas causas exige um reparo diferente.

Um sinal comum de umidade ascendente é a mancha concentrada na parte inferior da parede, geralmente até um metro de altura, muitas vezes acompanhada de eflorescência, aquele pó esbranquiçado que se forma na superfície.

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Repintar a parede cedo demais pode prender umidade residual sob a nova camada de tinta – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Quanto tempo leva para o resultado aparecer?

O tempo de secagem varia conforme a espessura da parede, mas costuma levar semanas para a umidade acumulada evaporar por completo, mesmo depois da barreira instalada. Respeitar esse prazo é importante: repintar a parede cedo demais pode prender umidade residual sob a nova camada de tinta.

A vantagem real dessa técnica está na redução de entulho e barulho: como o trabalho se concentra na base da parede, não é necessário remover grandes trechos de alvenaria, o que reduz custo e tempo de obra.

Para outras soluções que ajudam a manter as paredes protegidas de infiltração e temperatura externa, vale conferir a matéria abaixo.