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Plantas venenosas: espécies comuns que podem ser fatais para pets
Muitos arranjos que decoram a casa escondem um perigo real para cães e gatos; saiba quais plantas evitar para proteger a saúde do seu animal
Muitas plantas usadas na decoração de casas representam um perigo para cães e gatos. O que começa com um vídeo de um pet mordiscando um caule pode terminar em uma emergência veterinária, com sintomas que vão de irritação a falência de órgãos em poucos dias.
Algumas espécies são mais perigosas que outras, podendo afetar rins, fígado ou coração. Conhecer quais plantas evitar é fundamental para garantir a segurança dos animais de estimação.
Lírios: perigo fatal para gatos
Para os gatos, o lírio é inteiramente tóxico: pétalas, folhas, caule, pólen e até a água do vaso. Não é preciso que o animal morda a flor; basta que o pólen suje seu pelo para que ele se contamine ao se lamber.
Os primeiros sintomas incluem vômito, salivação excessiva, apatia e perda de apetite. A insuficiência renal ocorre entre um e três dias. Se o tratamento não for iniciado nas primeiras 18 horas, as chances de salvar o animal diminuem drasticamente. Para cães, o lírio causa apenas um leve desconforto gástrico.
Sagu e Oleandro
O sagu, também conhecido como cicas, é uma planta similar a uma pequena palmeira. Suas folhas, tronco e, principalmente, sementes contêm cicasina, uma toxina que ataca o fígado. A ingestão de apenas uma semente pode ser suficiente para um cão.
Os sinais iniciais são vômito e diarreia, evoluindo para insuficiência hepática em dois a três dias. Mesmo com tratamento intensivo, apenas cerca de metade dos cães sobrevive. O oleandro também é inteiramente venenoso, contendo glicosídeos cardíacos que afetam o coração. Os sintomas incluem vômito, salivação, arritmia e fraqueza.
Plantas que causam irritação
Espécies como difembáquia, monstera, filodendro e epipremnum contêm cristais de oxalato de cálcio em suas folhas. Quando um animal morde a planta, essas microagulhas perfuram a boca, língua e gengivas, causando dor intensa.
A reação do pet é balançar a cabeça, esfregar o focinho com as patas e salivar em excesso. Geralmente, o quadro se limita a dor na boca e vômito. Em casos mais graves, o inchaço da língua e da laringe pode dificultar a respiração.
Outras espécies comuns e seus riscos
A azaleia, presente em folhas, flores e néctar, possui graianotoxinas que afetam os sistemas nervoso, muscular e cardíaco, causando vômito, fraqueza e tremores. O calanchoê e o aloe também são perigosos.
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O calanchoê possui toxinas cardíacas que, em grandes quantidades, podem causar arritmia. Já o aloe funciona como um laxante, provocando vômito, diarreia e dor abdominal. O ciclame contém saponinas, especialmente no tubérculo. Se um cão desenterrar e comer o tubérculo, a dose elevada pode causar arritmia, convulsões e até a morte.
O que fazer em caso de intoxicação
Se você suspeita que seu animal de estimação ingeriu uma planta venenosa, não espere pelos sintomas. Leve-o imediatamente a um veterinário, levando um pedaço ou uma foto da planta para facilitar a identificação.
A melhor solução é doar as plantas perigosas para amigos que não têm pets. Existem alternativas seguras para decorar a casa, como clorofito, calateia, peperômia, havórtia e a palmeira camedórea.
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