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Prédios à beira-mar escondem uma surpresa nesta cidade paulista, onde mais de 30% do território está protegido
Atrás dos prédios e das praias.
Cidades de praia costumam crescer espremidas entre a areia e a estrada, sem espaço para a mata. Em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, a fileira de prédios da orla esconde outra paisagem: quase um terço do município está dentro de um parque estadual, e na ponta da cidade a Mata Atlântica desce até encontrar o mar.
Quanto de Praia Grande é área protegida?
Cerca de um terço do território. A tabela oficial de unidades de conservação da Prefeitura de Praia Grande mostra que o Parque Estadual da Serra do Mar ocupa 31,26% do município, nas encostas que separam a planície litorânea do planalto. Somado ao Parque Estadual Xixová-Japuí, que cobre mais 2,1% do território, o conjunto forma uma moldura verde atrás da cidade.
A proteção também chega ao oceano. O litoral de Praia Grande integra o setor Carijó da Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha do Litoral Centro, criada em 2008 e gerida pela Fundação Florestal, que regula atividades no mar entre São Vicente e Peruíbe. Na prática, quem chega pela orla vê os prédios primeiro, mas uma fatia considerável do município continua coberta de floresta.

O que protege o Parque Estadual Xixová-Japuí?
Protege os morros da Prainha, Japuí, Xixová e Itaipu, no limite entre Praia Grande e São Vicente. O parque foi criado pelo Decreto Estadual nº 37.536, de 27 de setembro de 1993, a pedido das duas prefeituras, de universidades e da comunidade local, e soma 901 hectares destinados à proteção integral dos ecossistemas.
Segundo a Fundação Florestal, cerca de 600 hectares ficam em terra e 301 no mar. A área reúne matas, restingas, costões rochosos e praias, e abriga animais como preguiça, tamanduá-mirim, tucanos e jacutinga, além de baleias que passam pela costa. Encontrar esse tipo de fauna a poucos minutos de uma orla tão urbanizada é o que torna o parque singular.
Qual a ligação do parque com a história do Brasil?
O próprio decreto de criação registra que a paisagem protegida remete à chegada das primeiras naus a São Vicente, a primeira vila do Brasil. Os morros do parque emolduram a entrada da baía por onde os colonizadores portugueses chegaram no século XVI, e boa parte desse cenário segue coberta de vegetação.
A história militar também deixou marcas. No Morro de Itaipu fica a Fortaleza de Itaipu, área de segurança nacional administrada pelo Exército Brasileiro, como registra a apresentação da Fundação Florestal. O acesso ao trecho militar é restrito ao público.
O que fazer em Praia Grande?
O roteiro combina orla urbana e natureza preservada. Estes pontos resumem a visita.
Qual a melhor época para visitar Praia Grande?
O verão é quente e chuvoso, com janeiro somando 344 mm. No inverno, agosto é o mês mais seco, com 73 mm, e julho tem mínimas de 15°C, temperatura amena para caminhar pela orla e pelas trilhas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a Praia Grande?
A cidade fica a cerca de 70 km da capital paulista, com acesso pelas rodovias Imigrantes e Anchieta, que descem a Serra do Mar até a Baixada Santista. A descida revela a floresta que ocupa boa parte do município.
A proximidade com Santos e São Vicente permite combinar a visita com outros pontos da Baixada, inclusive o lado vicentino do Parque Xixová-Japuí.
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A praia que guarda a serra nos fundos
Praia Grande costuma ser lembrada pela orla movimentada, mas o território conta outra história. Atrás dos prédios, a floresta da Serra do Mar e os morros do Xixová-Japuí mantêm vivo um pedaço da paisagem que os primeiros navegadores encontraram ao chegar ao litoral paulista.
Você precisa conhecer Praia Grande e olhar além da areia para descobrir a mata que cerca a cidade.