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Um estudo revelou quantas xícaras de café por dia são recomendadas para reduzir os níveis de estresse

O que acontece com seu cérebro após a terceira xícara do dia

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Um estudo revelou quantas xícaras de café por dia são recomendadas para reduzir os níveis de estresse
Um estudo revelou quantas xícaras de café por dia são recomendadas para reduzir os níveis de estresse

O consumo diário de café faz parte da rotina de grande parte da população e costuma ser associado tanto a mais disposição quanto a possíveis alterações no humor, por isso a relação entre café e estresse passou a ser observada com mais atenção por pesquisas que investigam em que medida a bebida pode contribuir para um estilo de vida saudável, para a redução da tensão emocional e até para a proteção do coração e do cérebro ao longo dos anos.

Quantas xícaras de café por dia ajudam a reduzir o estresse?

Em estudos de larga escala, pesquisadores observaram que o consumo considerado moderado, em geral entre duas e três xícaras por dia, está ligado a menor risco de sintomas de ansiedade, tensão constante e alterações do humor. A ideia central não é cortar completamente a bebida, nem exagerar, mas encontrar um ponto de equilíbrio adequado ao organismo.

Os cientistas descrevem essa relação como uma espécie de curva em J. Quem bebe café em quantidade moderada tende a apresentar menos problemas ligados ao estresse do que quem não consome ou quem exagera, enquanto mais de quatro ou cinco xícaras diárias costuma se associar a piora de sintomas, sono prejudicado, irritabilidade e manifestações físicas de excesso de cafeína.

Um estudo revelou quantas xícaras de café por dia são recomendadas para reduzir os níveis de estresse
Duas a três xícaras de café por dia podem reduzir o estresse e a ansiedade.

Como o café pode influenciar o humor e a saúde mental?

Para entender a ligação entre café, estresse e bem estar emocional, pesquisadores analisam vários mecanismos no organismo. A cafeína é o componente mais conhecido, mas não atua sozinha, já que o café contém compostos antioxidantes e outras substâncias bioativas que podem agir no cérebro e no sistema nervoso.

Entre os efeitos mais discutidos, alguns mecanismos ajudam a explicar por que o consumo moderado se associa a menor risco de depressão leve, sensação de esgotamento e episódios de ansiedade em determinadas populações:

  • Atuação em neurotransmissores a cafeína interfere em dopamina e serotonina, ligadas ao humor e à motivação.
  • Redução do cansaço ao bloquear receptores da sonolência, o café diminui a percepção de fadiga.
  • Ação antioxidante compostos do café reduzem o estresse oxidativo, associado a doenças crônicas.
  • Componente social a pausa para o café cria momentos de descanso e interação que aliviam a tensão.

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Quando o café deixa de ser benéfico para o estresse?

Embora o café moderado possa se encaixar em um estilo de vida saudável, o excesso tende a alterar esse cenário. Em consumos elevados, a cafeína estimula demais o sistema nervoso, contribuindo para sintomas que lembram ou acentuam quadros de ansiedade e pior qualidade do sono.

Para entender como esse excesso afeta o cérebro, vale observar os dados apresentados pelo canal @Neurologia e Psiquiatria. Segundo o vídeo, embora a cafeína em doses moderadas possa ser tolerada, o consumo elevado pode induzir ataques de pânico em cerca de metade das pessoas que já sofrem de ansiedade, mimetizando sintomas físicos como palpitações e respiração acelerada.

Qual é o papel do café no estilo de vida, no coração e no manejo do estresse?

Pesquisadores destacam que o café pode integrar uma rotina equilibrada, mas não substitui práticas importantes no controle do estresse, como dormir bemter alimentação variada e adotar estratégias de relaxamento. Atividade física regular, acompanhamento psicológico quando necessário e organização da rotina seguem como pilares principais.

Em estudos de base populacional, como trabalhos da Faculdade de Saúde Pública da USP, observaram que ingerir de uma a três xícaras de café por dia está ligado a menor risco de hipertensão e a marcadores cardiovasculares mais favoráveis, possivelmente graças aos polifenóis presentes na bebida. Dentro de um padrão de vida saudável, o consumo moderado de café também aparece associado a menor risco de declínio cognitivo e demência ao longo dos anos, reforçando a importância de manter a bebida em doses prudentes e distante das horas que antecedem o sono.