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Corinthians recebe terceiro transfer ban em dois meses por atraso em pagamento à CNRD
O Corinthians voltou a enfrentar problemas fora de campo.
O Corinthians voltou a enfrentar problemas fora de campo. Desta vez, o clube recebeu o terceiro transfer ban em apenas dois meses após atrasar o pagamento de uma parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF. Como consequência, o Timão permanece impedido de registrar novos jogadores.
Novo transfer ban tem efeito imediato
A CNRD aplicou a punição depois que o Corinthians não quitou a quinta parcela do acordo dentro do prazo estabelecido.
O pagamento, que venceu na última sexta-feira, gira em torno de R$ 8 milhões. Além disso, a diretoria ainda não definiu quando regularizará a pendência.
Por isso, o clube recebeu um novo transfer ban com validade de seis meses.
Timão acumula três punições em dois meses
O Corinthians vive uma sequência de sanções relacionadas a pendências financeiras.
Primeiramente, a Fifa puniu o clube pela dívida referente à contratação do volante José Martínez junto ao Philadelphia Union. Em seguida, outro transfer ban foi aplicado pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil.
Agora, o atraso no acordo firmado com a CNRD resultou na terceira punição em um curto intervalo de tempo.
Pendências envolvem negociações internacionais
Além da dívida com o Philadelphia Union, a Fifa também apontou atrasos em obrigações financeiras envolvendo outras transferências.
Entre elas, aparecem as contratações de Charles, junto ao Midtjylland, e de Talles Magno, junto ao New York City FC.
Dessa maneira, o Corinthians segue pressionado a regularizar a situação para evitar novas restrições no mercado.
Clube já enfrentou situação semelhante
Essa não é a primeira vez que o Corinthians atrasa parcelas do acordo firmado com a CNRD.
Nas primeiras prestações, a diretoria efetuou os pagamentos após o vencimento. No entanto, a Câmara entendeu que houve descumprimento do prazo e aplicou a punição mesmo depois da quitação dos valores.
Na ocasião, o clube permaneceu cerca de três meses sem poder registrar atletas.
Acordo prevê pagamento de R$ 76 milhões
O plano homologado pela CNRD estabelece o pagamento de aproximadamente R$ 76 milhões a clubes, jogadores e empresários credores.
Além disso, o cronograma divide os valores em parcelas trimestrais ao longo de seis anos. Enquanto 80% de cada parcela segue para o credor principal, os 20% restantes cobrem os honorários advocatícios.
Agora, o Corinthians precisa regularizar a quinta parcela para buscar o fim da punição e recuperar a possibilidade de inscrever reforços nas próximas janelas de transferências.