Esportes

Cruzeiro recusou patrocínio máster de R$ 12 milhões para fechar parceria ‘sem garantia’

Zezé Perrella criticou contrato celebrado na gestão de Wagner Pires

Por Redação Tupi

De acordo com Zezé Perrella, administração de Wagner Pires de Sá recusou proposta do Banco BS2, de R$ 12 milhões, para assinar com Banco Digimais (Foto: Juarez Rodrigues/EM D.A Press)

(Superesportes/ Estado de Minas) A administração de Wagner Pires de Sá no Cruzeiro recusou patrocínio máster de R$ 12 milhões do Banco BS2, antigo Banco Bonsucesso, para assinar contrato com o Banco Digimais. A informação foi revelada pelo gestor de futebol do clube, Zezé Perrella, em entrevista coletiva no Mineirão depois da derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, que determinou o rebaixamento celeste à Série B, nesse domingo.

Perrella falou sobre a proposta do BS2, principal patrocinador do Flamengo, ao ser perguntado sobre o impacto da queda à segunda divisão nas finanças do Cruzeiro. “A minha esperança é que a gente consiga alguns patrocínios melhores. Para vocês terem uma ideia, o Cruzeiro deixou de receber R$ 12 milhões do Banco Bonsucesso para fechar com o outro de graça, contando só com royalties”.

O patrocinador ao qual Zezé se refere é o Digimais, vinculado ao Banco Renner (Grupo Record), que pagou ao Cruzeiro R$ 6 milhões pelo espaço máster’, além de liberar empréstimo de R$ 5 milhões. A dívida deverá ser quitada por meio de publicidade na manga do uniforme a partir de 2020, pois o Supermercados BH ocupará a parte frontal da camisa celeste.

O gestor de futebol deu a entender que a parceria do Cruzeiro com o Digimais não oferece nenhuma garantia de receita ao clube. “O Banco Bonsucesso ofereceu R$ 12 milhões, mais os royalties. Achou que o outro banco era o grande, era o maior, e daria muito mais ao Cruzeiro, daí fizeram esse negócio”.

Perrella também avaliou o contrato de três anos do Cruzeiro com a Adidas, fechado pelo ex-vice-presidente de futebol, Itair Machado. Segundo o dirigente, a fornecedora alemã só repassará o dinheiro aos cofres celestes se forem negociadas ao menos 180 mil peças. Além disso, houve um adiantamento de R$ 2,5 milhões, que terá de ser compensado com muitas vendas de produtos.

“O contrato da Adidas, que a imprensa falou, o Cruzeiro só tem royalties se vender 180 mil camisetas, sendo que o nosso recorde de vendas é de 120 mil. A Adidas é de marca, muito bem-vinda, mas não há contrato milionário. Esse royalty de R$ 2,5 milhões é para ser compensado no futuro, caso a gente tenha direito a algum royalty. Assim foi feito no Cruzeiro, uma zorra total”.

Com a queda para a Série B, o Cruzeiro sofrerá perda significativa em suas receitas, especialmente em cota de televisão. O prejuízo é de pelo menos R$ 45 milhões. Em contrapartida, a direção terá o desafio de rescindir contratos de jogadores com salários altos, além de elaborar um plano de redução da dívida geral, que, de acordo com Perrella, está próxima de R$ 700 milhões.

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