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Entre a paixão e o distanciamento: Seleção Brasileira já não encanta como antes
Pesquisa da ESPM-SP aponta queda de entusiasmo, falta de ídolos além de Neymar e baixa confiança na gestão do futebol nacionalA relação do torcedor brasileiro com a seleção vive um momento de contraste. De um lado, ainda existe envolvimento, audiência e emoção em dias de jogo. Do outro, cresce a percepção de distanciamento em comparação com o passado.
Pesquisa do ESPM-SP revela que 67% dos brasileiros acreditam que a seleção já foi mais importante em outras épocas, enquanto 65% admitem sentir menos emoção ao assistir às partidas atualmente. Os números ajudam a explicar a sensação cada vez mais comum de que o vínculo entre equipe e torcida já não é tão forte quanto antes.
Mesmo assim, o sentimento positivo não desapareceu. A vitória ainda mobiliza: 75,5% dos entrevistados dizem ficar muito felizes quando o Brasil ganha. Além disso, 60,8% relatam sentir união nacional durante os jogos, e 59% afirmam ter orgulho da seleção. A audiência também segue relevante, com 70% acompanhando regularmente as partidas.

Um dos fatores que ajudam a explicar essa relação mais fria é a falta de ídolos incontestáveis. Sem unanimidades, a identificação do torcedor diminui. Ainda assim, Neymar segue como principal referência, sendo apontado por 56% como o jogador mais indispensável da equipe.
Outro ponto de atenção é a confiança na gestão do futebol brasileiro. Apenas 34% dos entrevistados dizem confiar nas decisões da CBF, refletindo um cenário de desconfiança institucional que também impacta a conexão com a seleção.
Às vésperas da Copa de 2026, o Brasil ainda carrega sua força simbólica e capacidade de mobilização, mas já não conta com o mesmo entusiasmo de décadas anteriores. O desafio dentro e fora de campo será reconquistar não apenas resultados, mas também a paixão plena do torcedor.