Esportes
Gabi Guimarães critica regra da CBV e sai em defesa de Tiffany
Capitã da Seleção Brasileira lamenta forma como jogadora foi tratada e questiona momento escolhido para mudança que restringe participação de atletas trans na Superliga.
A capitã da Seleção Brasileira de vôlei, Gabi Guimarães, voltou a se manifestar sobre a situação de Tiffany, do Osasco, que não poderá disputar a Superliga Feminina nesta temporada em razão de uma nova regra adotada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
A norma, anunciada em agosto, restringe a participação na categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino. Para Gabi, porém, a maneira como a decisão foi tomada e comunicada causou tristeza e poderia ter sido diferente.
“Eu fiquei muito triste, na verdade, de ver a falta de humanidade como a Tiffany foi tratada nessa situação. Ela era uma atleta que estava elegível pela própria Confederação Brasileira a poder jogar, participava da Superliga já há oito, nove anos, então ela construiu uma história, construiu uma carreira. E pouco pensaram nela como ser humano”, afirmou a jogadora em entrevista ao ge.
A nova diretriz da CBV entrou em vigor para a temporada 2026/2027 e segue a política adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Mesmo assim, Gabi questionou o momento escolhido pela entidade para implementar a mudança.
Gabi demonstra apoio a Tiffany
Logo após o anúncio da CBV, Gabi Guimarães e outras importantes jogadoras do vôlei brasileiro, como a bicampeã olímpica Sheilla Castro, manifestaram apoio a Tiffany.
A capitã da Seleção revelou ainda que manteve contato com a atleta do Osasco e destacou o desejo de Tiffany de encerrar a carreira de maneira digna.
Apesar da nova regra para a Superliga, Tiffany continua atuando pelo Osasco no Campeonato Paulista. A Federação Paulista de Vôlei decidiu manter as regras que estavam em vigor no início da competição estadual, que começou antes da mudança anunciada pela CBV.
Enquanto isso, Gabi se prepara para entrar em quadra com a Seleção Brasileira. A equipe estreia nesta terça-feira (8) contra a Venezuela, pelo Sul-Americano Feminino, no Rio de Janeiro.
