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Hulk, Cassio, Kaio Jorge: veja quem foi expulso na batalha campal e possíveis penas
Número pode crescer nas próximas 24h; TJD-MG avaliará punições no clássico mineiroA final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG, disputada no último domingo (8), terminou com um número sem precedentes no futebol brasileiro: 23 jogadores expulsos após uma briga generalizada no Mineirão. O Cruzeiro venceu por 1 a 0, com gol de Kaio Jorge, e ficou com o título, mas as cenas de violência no campo dominaram as atenções.
O árbitro Matheus Candançan encerrou o jogo depois do tumulto e, na súmula divulgada na madrugada desta segunda-feira (9), registrou 32 cartões no total. A marca supera o antigo recorde nacional, que pertencia a uma partida entre Portuguesa e Botafogo em 1954, quando 22 atletas foram expulsos em jogo do torneio Rio-São Paulo.
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VOADEIRA DO VILLALBA NO HULK pic.twitter.com/GzFbECaQ63
— DataFut (@DataFutebol) March 8, 2026
Como começou a confusão
O estopim foi uma dividida entre o goleiro Everson e o meio-campista Christian. Candançan descreveu na súmula que Christian “atingiu com a canela a cabeça de Everson, com uso de força excessiva e intensidade alta”. O arqueiro atleticano respondeu com agressividade e foi punido por “partir para cima com brutalidade, atingindo com o joelho o rosto do adversário”.
A partir daí, jogadores titulares e reservas se espalharam pelo campo em rota de colisão. Matheus Henrique avançou até a área do Atlético para acertar um soco em Everson, que foi empurrado por Lucas Romero e chegou a se chocar contra a trave. Dentro do gol atleticano, Alan Franco e William trocaram golpes. Ao lado, Cássio, Scarpa, Wallace e Gabriel Delfim seguiram na confusão. No meio-campo, Lyanco e Gerson aumentaram a pancadaria, com Cássio acertando um chute no zagueiro na sequência.
Para 21 dos 23 expulsos, o juiz usou a mesma justificativa: “desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto.”

Punições podem chegar somente em 2027
Pelo Atlético-MG foram expulsos Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Preciado e Cassiera. Pelo Cruzeiro, Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cassio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson.
O número de expulsões ainda pode crescer. O regulamento da Federação Mineira de Futebol (FMF) prevê, no artigo 89, que “em casos excepcionais, de grave tumulto ou necessidade de laudo médico, os relatórios da partida poderão ser complementados em até vinte e quatro horas após o seu término.”
Caberá à Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD/MG) denunciar jogadores, comissões técnicas e clubes envolvidos. As punições precisam ser cumpridas em competições organizadas pela FMF, como o próprio Campeonato Mineiro. Se o intervalo temporal inviabilizar a aplicação imediata, a entidade pode converter a pena em multa financeira, o que significa que as sanções podem ser transferidas para 2027.
O clássico mineiro ficou distante, porém, do recorde mundial da modalidade. Em 2011, uma partida entre Claypole e Victoriano Arenas, pela quinta divisão argentina, terminou com 36 expulsos, número que incluiu todos os atletas relacionados para o jogo, já que a regra da época permitia apenas sete jogadores no banco de reservas.