Esportes
Investimento da Conmebol em banco paraguaio gera preocupação em meio à crise no país
Entidade mantém US$ 14 milhões aplicados no Ueno Bank, que encerrou as atividades durante a crise política no Paraguai
A crise política que atingiu o Paraguai também passou a ser acompanhada de perto pela Conmebol. De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, já demonstrava preocupação com a situação nos últimos dias, antes mesmo da renúncia de Santiago Peña à Presidência do país.
A apreensão também está relacionada à situação financeira do Ueno Bank. A Conmebol possui US$ 14 milhões, aproximadamente R$ 76 milhões, aplicados na instituição financeira paraguaia, que fechou as portas e se tornou um dos focos da crise. O montante, porém, não representa uma parcela significativa das receitas da entidade: corresponde a cerca de 2,5% do faturamento registrado no balanço mais recente.
Segundo uma fonte da Conmebol citada por Lauro Jardim, o dinheiro está vinculado a uma aplicação com prazo determinado. Por isso, a entidade entende que o investimento não compromete suas receitas nem interfere nos valores destinados às premiações das competições organizadas pela confederação.
A Conmebol também acompanha os desdobramentos da intervenção no banco. Conforme interlocutores de Domínguez, a possibilidade de recorrer à Justiça existe, mas qualquer medida deverá ser analisada posteriormente, de acordo com a evolução do caso.
A relação entre Alejandro Domínguez e Santiago Peña é próxima. Durante a gestão do agora ex-presidente paraguaio, o país conseguiu, com articulação do dirigente da Conmebol, o direito de receber partidas da Copa do Mundo de 2030.
Antes da renúncia de Peña, Domínguez esteve no Brasil nesta semana, acompanhado da mulher, para encontros com dirigentes em São Paulo. O presidente da Conmebol chegou a registrar a passagem pelo país em suas redes sociais.