Esportes
Vasco aguarda R$ 150 milhões, e Pedrinho explica por que valor é vital para o clube
Entrevista revela racha profundo entre os clubes; dirigente afirma que perseguição institucional motivou os ataques
O presidente do Vasco, Pedrinho, elevou o tom contra Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. Em entrevista à BTB Sports, o dirigente cruz-maltino acusou o rival de promover uma perseguição institucional e agir com hipocrisia em relação à organização do futebol brasileiro.
Pedrinho direcionou ataques pessoais a Bap, a quem chamou de “mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”. Ele fez questão de ressaltar que as críticas eram voltadas à pessoa física, e não à instituição Flamengo.
A postura do adversário na divisão de receitas da Libra também foi questionada pelo presidente vascaíno. Para Pedrinho, Bap só defende os interesses do campeonato quando isso não afeta o próprio clube. “Ele é um irresponsável. Tem outros clubes que estão em Recuperação Judicial, contratando, e ele não abre a boca”, disparou.
Responsabilidade no Brasileirão
Além do confronto político, o presidente assumiu a responsabilidade integral pelo desempenho ruim da equipe no Brasileirão.
Pedrinho pediu desculpas formais à torcida pela pontuação baixa e afirmou que o “insucesso desportivo do Vasco é toda minha“, isentando outros setores do clube.
Empréstimo milionário é vital
Na área financeira, o clube aguarda a liberação de um empréstro de R$ 150 milhões por via judicial. Pedrinho explicou que o montante é vital para manter a operação do Vasco em funcionamento, o que inclui o pagamento dos salários de funcionários.
Os recursos também serão usados para quitar dívidas acumuladas com credores e fornecedores. Por isso, o presidente pediu que a Justiça analise o pedido com sensibilidade, destacando que o dinheiro é fundamental para a sobrevivência administrativa do clube.
“Os R$ 150 milhões não são só para contratações. É para pagar funcionários, credores e TAMBÉM fazer as contratações”, esclareceu o mandatário. O valor funcionaria como um fôlego para diversas frentes da gestão, sem ignorar a necessidade de qualificar o elenco para sair da situação difícil na tabela.