Esportes
Rebeca Andrade conquista tricampeonato mundial e mira vaga olímpica para o Brasil em 2027
Ginasta volta ao topo do pódio no salto, ajuda equipe brasileira a garantir classificação para o próximo Mundial e planeja retorno às barras assimétricas
Rebeca Andrade voltou ao Mundial de ginástica artística em grande estilo! No sábado, a brasileira conquistou o tricampeonato mundial do salto e ajudou a equipe do Brasil a terminar a competição na quinta colocação, resultado que garantiu a classificação para o Mundial de 2027, em Chengdu, na China.
Aos 27 anos, a campeã olímpica celebrou o desempenho na Holanda e já começou a projetar os próximos desafios. O principal objetivo será ajudar o Brasil a conquistar uma vaga por equipes nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Rebeca destacou que ainda tem muito a evoluir e pretende ampliar sua participação nas provas nos próximos meses.
“Estou bem feliz e orgulhosa. Tenho outros objetivos para o ano que vem, então tenho que me manter treinada. Espero continuar cada vez mais evoluindo e crescendo dentro do esporte. Conquistar essa medalha é mais um orgulho gigante na nossa trajetória, e queremos mais”, afirmou a ginasta.
A brasileira também revelou o desejo de voltar a competir nas barras assimétricas e na trave no mais alto nível. “Vamos para mais, porque o ciclo não acabou e tem muita coisa pela frente”, completou.

Planejamento gradual até Los Angeles
O retorno de Rebeca às competições faz parte de um planejamento elaborado em conjunto com a comissão técnica comandada por Francisco Porath, o Xico. Depois de conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a ginasta passou por um período de recuperação física e mental em 2025, definido pelo treinador como um “destreinamento ativo”.
A volta efetiva aos treinamentos aconteceu apenas no início deste ano. No Mundial de Roterdã, Rebeca ainda não apresentou seus saltos mais difíceis, o Cheng e o Amanar, mas demonstrou alto nível de execução com um Lopez e um Yurchenko com dupla pirueta. Ela também competiu na trave.
Para 2027, o plano é retomar as apresentações nas barras assimétricas, seu aparelho favorito. Rebeca já treina a modalidade, mas ainda trabalha na montagem de uma série competitiva capaz de levá-la ao pódio.
Além da possibilidade de conquistar mais uma medalha em sua carreira, o retorno às barras pode ser decisivo para elevar a pontuação da equipe brasileira na disputa por uma vaga olímpica no Mundial de Chengdu.
Solo está fora dos planos
Se as barras assimétricas estão nos planos, o solo continuará fora da rotina competitiva de Rebeca. A brasileira, que conquistou o ouro olímpico no aparelho em Paris, reafirmou que não pretende voltar a competir na modalidade, devido ao desgaste físico provocado pelas apresentações.
“Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento, porque é um aparelho que desgasta muito o meu corpo. Eu entendo isso e escolho respeitar isso”, explicou.
A ginasta também ressaltou a importância do apoio de Francisco Porath durante os momentos mais difíceis da carreira, especialmente nas lesões e no processo de recuperação.
“Fico muito feliz de ter o treinador que tenho, que sempre me respeita e nunca larga minha mão. Nas minhas lesões, nos meus momentos difíceis, o Xico foi tudo para mim. Foi pai, foi médico, foi fisio, foi professor”, declarou.
Depois do Mundial de Roterdã, Rebeca terá alguns dias de descanso, mas a pausa será curta. A preparação para a temporada de 2027 começará em breve, com o objetivo de chegar cada vez mais forte ao próximo Mundial e manter vivo o sonho de disputar sua quarta edição dos Jogos Olímpicos.