Capital Fluminense

‘Braço direito’ do ex-capitão do Bope é condenado por envolvimento com milícia da Zona Oeste

Adriano foi morto a tiros em 2020 pela polícia da Bahia

Por Isaac Santos

Manoel de Brito Batisa, o Cabelo, preso na Operação Os Intocáveis/Foto: Reprodução
Manoel de Brito Batisa, preso na Operação Os Intocáveis/Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Rio condenou, na madrugada desta sexta-feira (8), mais dois réus do grupo de 12 denunciados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MPRJ) acusados de atuarem em uma milícia que age nas comunidades de Rio das Pedras e da Muzema, na Zona Oeste.

O segundo júri foi presidido pelo juiz Gustavo Kalil, que proferiu a sentença à 1h da manhã de hoje. Manoel de Brito Batista, o “Cabelo”, foi condenado a 17 anos de prisão e 583 dias-multa. Já Fábio Campelo Lima foi condenado a 14 anos de reclusão e 283 dias-multa.

O Conselho de Sentença, por maioria, considerou Manoel e Fábio culpados por pertencerem à organização criminosa e por corrupção ativa, por prática de suborno a agente público para conseguir a liberação do funcionamento de uma empresa gerida pela milícia.

Manoel recebeu pena maior, pois foi reconhecido pelo Júri como braço direito do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da PM Adriano da Nóbrega, o “Capitão Adriano”, denunciado na Operação Intocáveis como líder da organização criminosa, que foi morto em fevereiro de 2020, na Bahia, durante uma perseguição policial.

Adriano da Nóbrega
Adriano da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime. Morto em fevereiro de 2020 pela polícia da Bahia (Foto: Reprodução)

Primeiro júri

No dia 29 de setembro, no primeiro júri, também presidido pelo juiz Gustavo Kalil, o tenente reformado da PM, Maurício Silva da Costa, o “Maurição”, foi condenado a 30 anos de reclusão, em regime fechado, após ter sido considerado culpado pela morte de Júlio de Araújo, executado a tiros em setembro de 2015 na comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, além de ser considerado um dos líderes da milícia.

No mesmo júri, Fabiano Cordeiro Ferreira, o “Mágico”, foi condenado a oito anos de reclusão, também em regime fechado, e 360 dias-multa, por ser um dos integrantes da mesma organização criminosa.
O magistrado desmembrou o processo envolvendo os 12 acusados, considerando a necessidade de se limitar a dois o número de réus a serem julgados por sessão plenária, a fim de garantir mais tempo de debates, assim como diminuir a quantidade de pessoas por dia por conta da pandemia.

No dia 21/10, também a partir das 10 horas, acontece o terceiro júri, para os acusados Ronald Paulo Alves Pereira e Daniel Alves de Souza; no dia 18/11, serão julgados Jorge Alberto Moreth e Laerte Silva de Lima; na semana seguinte, no dia 25, Benedito Aurélio Ferreira Carvalho e Gerardo Alves Mascarenhas; e, no dia 9/12, os dois últimos acusados, Marcus Vinícius Reis dos Santos e Júlio Cesar Veloso Serra.



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