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Cirurgias mamárias avançam com técnicas modernas

Avanços técnicos ampliaram possibilidades das cirurgias mamárias e reforçaram importância do planejamento individualizado. A Dra. Carú Coutinho, especialista em cirurgias mamárias, explica que a definição da técnica deve considerar anatomia, estilo de vida e objetivos da paciente

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Um levantamento, feito pela revista Allure, aponta uma tendência de queda no número de pacientes que solicitam especialmente implantes grandes, acompanhada de uma relevância e aumento de 30% da mastopexia, nos Estados Unidos. A publicação indica que o aprimoramento das técnicas cirúrgicas também é um fator relevante na preferência pelo procedimento, também conhecido como lifting de mamas.

De acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), a mamoplastia de aumento e o lifting de mamas estão entre as cirurgias plásticas mais populares, especialmente entre as mulheres. Uma pesquisa com membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que abordou tendências atuais e novas tecnologias, revelou que os implantes mamários são utilizados para o aumento primário em 78,13% e associados à mastopexia em 18,29%.

Dra. Carú Coutinho, médica, cirurgiã plástica e especialista em cirurgias mamárias e de contorno corporal, descreve a evolução das cirurgias mamárias nas últimas décadas como caracterizada principalmente pelo surgimento de novas técnicas que impactaram a longevidade dos resultados com maior estabilidade e possibilitaram a redução das cicatrizes. “Ao mesmo tempo, as cirurgias híbridas — implantes associados a lipoenxertias — alimentaram o leque de possibilidades de refinamentos, fazendo com que resultados individualizados fossem possíveis”. 

Outro dado apresentado pelo estudo feito com membros da SBCP é que a lipoenxertia autóloga — uso da gordura retirada do corpo do próprio paciente — é realizada por 29,08% dos cirurgiões entrevistados, enquanto, como procedimento complementar, foi empregada por 54,9%. A pesquisa frisa que uma análise meticulosa das características da mama e a cooperação do paciente durante o planejamento cirúrgico são fundamentais para alcançar um resultado agradável.

Planejamento cirúrgico individualizado

Para a especialista, a cirurgia mamária deixou de ser um procedimento padronizado e passou a ser considerada uma intervenção altamente individualizada. Segundo ela, atualmente são consideradas características individuais das mulheres, como o formato do tórax, tipo de atividade profissional desenvolvida, tipo de atividade física e modelos de roupa de preferência. “Tudo isso, pensando em posicionamento de cicatrizes, melhor plano para implantes e tamanho final das mamas”.

O artigo publicado na Scielo Brasil destaca que os métodos baseados na avaliação dos tecidos locais para cirurgias de mamas podem ser mais adequados como complemento aos métodos de dimensionamento. Por meio desta análise, a preferência de tamanho para a prótese do paciente é ajustada com base nas limitações anatômicas identificadas. Portanto, a avaliação dos tecidos fornece informações importantes sobre as restrições de tamanho impostas pelas características individuais. 

A médica reforça que o tamanho e biotipo da mulher interferem completamente na técnica escolhida, associados ao formato do seu tórax e ao seu desejo de tamanho e posicionamento das mamas. “As mamas devem ser proporcionais ao biotipo da mulher. Isso é muito importante na escolha do tamanho e formato dos implantes, por exemplo, que se baseia na anatomia do tórax. Somente após avaliação detalhada podemos escolher quais modelos e tamanhos de implante mínimos e máximos podem ser usados naquela mulher”.

Conforme esclarece a Dra. Carú Coutinho, a mastopexia — com ou sem implantes — é uma cirurgia para levantar e reposicionar as mamas; já o uso de implantes depende da necessidade ou do desejo de aumentar o volume das mamas após amamentação, perda de peso ou envelhecimento. “Mamas muito grandes geralmente necessitam de redução e pexia. A definição entre prótese de mama, mamoplastia redutora, mastopexia ou explante deve respeitar critérios médicos e escolha da paciente”. 

A cirurgiã plástica acrescenta que o explante costuma ser procurado por mulheres que passaram muitos anos com implantes e já não desejam mais passar por uma troca futura, ou ainda aquelas que já não se enxergam mais com mamas grandes. “O planejamento do explante também é individualizado e o resultado depende da quantidade de mama residual e de áreas doadoras de gordura para enxertia”.

O mesmo estudo científico da Scielo mostra que a mudança de tamanho do implante representa 35,14% das causas mais frequentes para a cirurgia secundária. A publicação indica que a incidência destas cirurgias sugere a necessidade de um planejamento pré-operatório mais adequado. Por outro lado, pontua que a atrofia do tecido mamário provocada pela pressão contínua do implante sobre a glândula também deve ser levada em consideração na análise do dado. 

“Ao planejar se submeter a uma cirurgia mamária, é fundamental que a paciente não se baseie no tamanho de implante de outras mulheres, pois cada corpo tem sua característica e fica melhor com um determinado tamanho e modelo de implante, assim como estar no peso que consiga manter, pois oscilações modificam os resultados de cirurgias mamárias. Ou seja, o ideal é respeitar sua individualidade. Depois disso, é importante ter em mente qual resultado deseja alcançar para melhor explicar ao médico”, recomenda a especialista.

Para conhecer mais sobre os procedimentos da Dra. Carú Coutinho, basta acessar: https://dracarucoutinho.com/ 

 

Website: https://dracarucoutinho.com/