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Chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã é morto em ataque
General comandava a área responsável por monitorar ameaças internas e externas do regime iraniano
O chefe da organização de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, general Seyyed Majid Khademi, foi morto em bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, informou a corporação militar iraniana nesta segunda-feira (6/3). A morte atinge um dos postos mais estratégicos da estrutura de segurança do país em meio à guerra no Oriente Médio.
Em comunicado divulgado no Telegram, em que a Agência France-Presse teve acesso, a Guarda Revolucionária classificou a ação como um “ataque terrorista e criminoso do inimigo americano-sionista” e afirmou que Khademi morreu como “mártir”.
Khademi era o principal responsável pelo setor de inteligência da Guarda Revolucionária, estrutura central do aparato de segurança do país. À frente da organização, coordenava atividades estratégicas como monitoramento de ameaças internas, contraespionagem e análise de riscos externos, além de atuar no suporte a operações militares e políticas do regime.
De acordo com a imprensa local, a Guarda Revolucionária confirmou a morte e afirmou a morte do general. Em comunicado, o órgão destacou a atuação de Khademi ao longo de décadas em funções ligadas à inteligência e à defesa do país.
O militar havia assumido o comando da inteligência em 2025, após a morte do antecessor em um ataque aéreo.
Até o momento, Estados Unidos e Israel não comentaram oficialmente o episódio.
Escalada do conflito
A morte do general ocorre em meio a uma nova ofensiva iraniana. Teerã lançou mísseis e drones contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, ampliando o alcance do conflito após mais de um mês de confrontos que já deixaram milhares de mortos e provocaram impactos na economia global.
Em Israel, equipes de resgate localizaram dois corpos sob os escombros de um edifício atingido por um míssil iraniano no domingo (5/3), na cidade de Haifa, no norte do país. Outras duas pessoas seguem desaparecidas. O Exército israelense informou ter realizado novos ataques contra alvos em Teerã.
Na capital iraniana, uma instalação de gás foi atingida, comprometendo o abastecimento em parte da cidade. A televisão estatal IRIB informou que uma universidade próxima também sofreu danos. Segundo a imprensa local, bairros residenciais foram atingidos e ao menos oito hospitais precisaram ser evacuados.
Na cidade de Qom, no centro do país, cinco pessoas morreram após um ataque contra uma área residencial, informou a agência Tasnim.
A tensões entre os países aumentou ainda mais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou atingir instalações civis iranianas. A possibilidade foi classificada como “crime de guerra” pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.
Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que, caso ataques a alvos civis continuem, as próximas fases das operações “serão muito mais devastadoras e amplas”.