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Estudante de 18 anos fazia um trabalho de verão em uma obra quando encontrou um tesouro em ouro avaliado em cerca de R$ 60 milhões
Estudante de 18 anos encontra tesouro com barras e milhares de moedas de ouro durante trabalho de verão em uma obra na Bélgica
Um tesouro em ouro transformou o trabalho de verão de Kobe, estudante de 18 anos, em uma descoberta milionária na Bélgica. Ele participava de uma reforma em Sint-Gillis-Dendermonde quando encontrou moedas e barras escondidas na construção. A estimativa chegou a 9 milhões de euros, uma fortuna de dezenas de milhões de reais, cuja origem passou a ser investigada pelas autoridades.
Como o estudante encontrou o ouro durante a reforma?
Kobe trabalhava com outros operários em um imóvel ligado a uma antiga cervejaria, na região de Flandres Oriental. A intervenção incluía escavações para o sistema de esgoto e a retirada de partes da estrutura no porão. Foi durante esse serviço que apareceram objetos que, inicialmente, pareciam moedas comuns de um euro.
A descoberta ganhou outra dimensão quando a equipe percebeu que também havia barras de ouro. O material estava oculto em uma parte fechada da estrutura, sem ficar visível para quem circulava pelo imóvel. O estudante encontrou o tesouro junto dos colegas, enquanto executava uma tarefa da obra, sem estar procurando metais preciosos.
O que havia no tesouro em ouro?
O conjunto reunia milhares de moedas e dezenas de barras, quantidade que tornou necessário recolher e registrar o material. A estimativa divulgada foi de aproximadamente 9 milhões de euros. A cifra próxima de R$ 60 milhões representa uma conversão arredondada, sujeita à cotação utilizada. Confira abaixo os principais elementos da descoberta:
- Dezenas de barras de ouro, com registros apontando 49 unidades;
- Cerca de 4 mil moedas encontradas com o restante do material;
- Peças escondidas na estrutura de um imóvel em reforma;
- Valor estimado em euros, sem equivalência fixa em reais.

Qual é a história do imóvel onde as peças estavam escondidas?
A construção estava associada à família Van Assche, ligada à produção de cerveja em Dendermonde. A atividade da cervejaria começou no fim do século XIX e continuou até 1970. A antiga residência vinculada aos proprietários fazia parte desse conjunto, o que colocou a história da família entre as possíveis pistas sobre a origem do ouro.
Essa ligação, porém, não esclarece quem guardou as peças nem quando isso aconteceu. O imóvel passou a pertencer à organização de assistência social CAW Oost-Vlaanderen e estava sendo reformado para novos usos. Encontrar a fortuna naquele endereço oferece um ponto de partida para investigar sua procedência, mas não identifica automaticamente o dono.
O que aconteceu depois que os trabalhadores perceberam a descoberta?
A equipe comunicou a descoberta aos responsáveis pela obra, e a polícia foi acionada. O tesouro em ouro foi retirado do canteiro e levado para um local seguro. A investigação passou a envolver a origem das peças e a identificação de possíveis direitos sobre elas. Confira abaixo as principais providências relacionadas ao caso:
- Comunicação aos responsáveis pela construção e ao proprietário do imóvel;
- Recolhimento e inventário das barras e moedas;
- Transferência do material para custódia em um local protegido;
- Apuração da procedência do ouro e de eventuais vínculos com atividades ilegais.

O estudante pode ficar com parte da fortuna?
Encontrar o ouro não significa receber imediatamente seu valor. A legislação belga prevê procedimentos para comunicar achados e buscar o proprietário legítimo. Os interesses de quem encontrou as peças e de quem possui o imóvel podem entrar na discussão, dependendo das circunstâncias. Kobe demonstrou esperança de receber uma recompensa, mas essa possibilidade depende da definição jurídica do caso.
Uma descoberta milionária com destino ainda em discussão
A CAW Oost-Vlaanderen informou que, caso os recursos fossem destinados legalmente à organização, poderiam ajudar a ampliar o atendimento a pessoas em situação de rua. Essa intenção não equivale a uma confirmação de propriedade. O uso da fortuna depende primeiro de esclarecer quem tem direito às barras e moedas retiradas da construção.
Para Kobe, o trabalho temporário ficou marcado por um achado que ultrapassou completamente a rotina de uma reforma. Para as autoridades, o tesouro em ouro abriu uma investigação sobre procedência, custódia e propriedade. O valor milionário das peças e o direito de recebê-las são questões diferentes, e a segunda exige uma solução antes que a descoberta possa se transformar em dinheiro para qualquer interessado.