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Estudo revela grande reservatório de magma sob Tenerife e cria primeira imagem 3D de dezenas de quilômetros abaixo do Monte Teide
Mapeamento inédito revela magma e estruturas profundas sob o vulcão Teide
Estudos geológicos recentes revelaram segredos impressionantes escondidos no interior da Terra. Uma nova varredura sísmica conseguiu mapear a estrutura profunda sob a ilha de Tenerife, identificando zonas de armazenamento magmático e reservatórios ativos até cinquenta quilômetros de profundidade com dados inovadores.
Como os cientistas conseguiram mapear o interior de Tenerife?
Para investigar o subsolo vulcânico, os pesquisadores utilizaram uma metodologia inovadora fundamentada na análise de funções do receptor. Essa técnica analisa o comportamento das ondas S geradas por centenas de abalos sísmicos distantes, permitindo criar um modelo em três dimensões.
Os registros foram obtidos por uma ampla rede de estações instaladas na região ao longo de vários anos. Com esse monitoramento detalhado, a equipe conseguiu atravessar a crosta e alcançar o manto superior, identificando variações estruturais importantes sobre o sistema vulcânico.
O que a nova imagem tridimensional revela a 50 km de profundidade?
O estudo evidenciou que a crosta oceânica sob Tenerife apresenta cerca de dez quilômetros de espessura. Logo abaixo dessa camada, a pesquisa localizou reservatórios complexos onde ocorre o armazenamento magmático contínuo, influenciando diretamente a dinâmica geológica regional.
Esses dados tridimensionais permitiram mapear quatro anomalias principais marcadas pela redução na velocidade das ondas sísmicas. Tais formações demonstram a presença de material parcialmente fundido que alimenta o complexo vulcânico do Teide com constante aporte de energia.

Quais são as principais zonas de acúmulo de magma sob a ilha?
As medições efetuadas pelos cientistas identificaram regiões onde a proporção de fusão atinge níveis surpreendentes de até 79%. Esse achado confirma que o subsolo vulcânico abriga importantes bolsões de magma, essenciais para compreender os processos de desgaseificação profunda.
Estrutura do Magma em Tenerife
Descobertas na crosta e manto
Análises petrológicas e geofísicas combinadas indicam que o interior da ilha abriga camadas heterogêneas sob a crosta oceânica de dez quilômetros de espessura.
Esses reservatórios profundos sustentam processos de acúmulo de magma e injeção de voláteis magmáticos diretamente no sistema hidrotermal superior.
A presença dessas áreas de baixa velocidade sísmica reforça a hipótese de um sistema magmático altamente conectado. Essa arquitetura geológica permite que o magma transite entre o manto e as câmaras mais rasas do vulcão Teide com grande eficiência térmica.
Dentre os principais elementos identificados pelos pesquisadores na estrutura magmática, destacam-se os seguintes pontos:
- Presença de quatro zonas com forte redução na velocidade das ondas sísmicas.
- Fração substancial de magma líquido acumulado na base da crosta oceânica.
- Canais profundos de transferência magmática conectando o manto à superfície.
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De que forma a atividade sísmica recente se relaciona com o magma?
Os cientistas observaram que o agrupamento de terremotos registrados em Tenerife ocorre exatamente acima das zonas com anomalias magmáticas. Essa correlação direta sugere a constante injeção de fluidos e a libertação contínua de gases acumulados no sistema hidrotermal.
Essa movimentação de gases e líquidos aquecidos provoca pequenos tremores que auxiliam os vulcanólogos no acompanhamento da atividade da ilha. O monitoramento contínuo dessas áreas permite prever mudanças na pressão interna e avaliar o comportamento vulcânico com maior precisão científica.
A análise dos tremores e dos fluidos vulcânicos fornece indicadores cruciais para a vigilância local, incluindo:
- Concentração de abalos sísmicos diretamente sobre os reservatórios magmáticos.
- Liberação constante de gases e vapores de origem magmática profunda.
- Aumento da pressão hidrotermal capaz de gerar deformações no solo.

Por que essa descoberta altera a compreensão sobre vulcões oceânicos?
As evidências obtidas comprovam a ocorrência do processo conhecido como acréscimo magmático basal sob a crosta antiga. Essa descoberta desafia os modelos tradicionais sobre a formação de ilhas vulcânicas, revelando um crescimento contínuo abastecido por mecanismos profundos e pela sismologia avançada.
A nova visão tridimensional estabelece um marco fundamental para a prevenção de riscos geológicos na região de Tenerife. O entendimento refinado das estruturas magmáticas fortalece a avaliação de perigos e aprimora os protocolos de segurança pública contra erupções futuras.