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Vírus Nipah volta ao radar global após novos registros na Ásia

Zoonose sem vacina disponível mobiliza monitoramento em portos e aeroportos

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Créditos: depositphotos.com / katerynakon

O vírus Nipah voltou a chamar a atenção de autoridades de saúde após novos registros de infecção no sul e sudeste da Ásia. A preocupação não se restringe aos países com casos confirmados, já que outras regiões passaram a reforçar a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras terrestres para evitar a entrada do patógeno.

De acordo com o monitoramento internacional, a estratégia busca identificar possíveis casos importados e reduzir o risco de disseminação silenciosa. Apesar de o Nipah não apresentar, até o momento, o mesmo nível de transmissão de vírus respiratórios altamente contagiosos, o impacto de surtos localizados é considerado relevante.

A alta taxa de letalidade observada em alguns episódios, aliada à ausência de tratamento específico e de vacina amplamente disponível, faz com que a infecção seja tratada como prioridade em agendas globais de pesquisa e vigilância epidemiológica.

O que é o vírus Nipah e por que ele preocupa?

O vírus Nipah é um paramixovírus classificado como zoonose de alta letalidade. Ele circula principalmente em morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos como raposas-voadoras, que atuam como reservatórios naturais do patógeno.

Esses animais podem transmitir o vírus a outros animais ou aos seres humanos, caracterizando um típico cenário de zoonose. Além da gravidade dos quadros clínicos, autoridades de saúde destacam que o vírus já demonstrou capacidade de transmissão entre pessoas, especialmente em ambientes de cuidado de saúde ou em situações de contato próximo com indivíduos gravemente doentes.

Por esse motivo, o Nipah integra a lista de doenças prioritárias da Organização Mundial da Saúde, ao lado de outras infecções emergentes para as quais ainda não existem terapias específicas.

Como ocorre a transmissão e quais são os sintomas?

A transmissão do vírus Nipah pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados por secreções de morcegos, como frutas ou seiva sem proteção adequada, além do contato com fezes, urina ou saliva. Também há transmissão entre pessoas, principalmente por contato próximo com secreções, fluidos corporais ou objetos contaminados, o que aumenta o risco para familiares e profissionais de saúde.

O período de incubação varia, em geral, de quatro a 14 dias. Os sintomas iniciais se assemelham aos de uma gripe, com febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos e dor de garganta.