Política

Bolsonaro nega recriação de ministérios e diz que reforma ministerial só tem uma vaga

No entanto, ontem ele próprio falou da possibilidade caso seus candidatos no Congresso sejam eleitos

Por Ingrid Soares/Correio Braziliense

(Foto: Alan Santos/Presidência da República)

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a agenda sem compromisso oficial neste final de semana para fazer um passeio de moto pela capital. Após passar em uma loja de motocicletas no SIA, o chefe do Executivo negou a jornalistas que pretende recriar ministérios. No entanto, ontem ele próprio falou da possibilidade caso seus candidatos no Congresso sejam eleitos. O mandatário disse ainda que não existe reforma ministerial e que só existe uma vaga aberta, que é a Secretaria-Geral, onde Pedro Cesar Nunes Ferreira Marques de Sousa assumiu como interino após a ida de Jorge Oliveira para o TCU.

“Não existe nada. Só tem uma vaga aberta e você sabe qual é. Que é a Secretaria-Geral que está lá o Pedro (Pedro Cesar Nunes Ferreira Marques de Sousa) que está como interino. Então o que pode acontecer é alguém de um ministério ir para a vaga do Pedro, abrir uma vaga para o lado de lá ou o Pedro ser efetivado. Não tem nada mais além disso daí. Quem está jogando que vai ter reforma está dando palpite e mais nada. Se vocês olharem, toda semana a imprensa troca um ministro meu”, apontou.

Bolsonaro apontou também que Onyx Lorenzoni poderá retornar ao Planalto ou ao Ministério da Cidadania, após ter sido exonerado ontem temporariamente junto com Tereza Cristina para somarem votos na eleição da Câmara. No entanto, o presidente o caracterizou como uma carta ‘coringa’ e que ‘está pronto para assumir qualquer ministério’.

“O Onyx volta. Eu conheço ele há muito tempo, me ajudou muito, acredito no trabalho dele. Eu chamo o Onyx de curinga: ele está pronto para ir para qualquer ministério”, observou.

Bolsonaro voltou a negar que recriará ministérios e que negociará os cargos. Ele alegou que apenas havia feito um elogio aos secretários Jorge Seif (Pesca), Mario Frias (Cultura) e Marcelo Magalhães (Esportes) e, que, pelo trabalho desempenhado, mereceriam o status de ministério.

“Não tem recriação de ministério. Eu elogiei os três secretários que fazem um brilhante trabalho. Vocês poderiam prestar um grande serviço à nação conversando por exemplo com Jorge Seif na Pesca e conversando na ponta da linha com os pescadores do Brasil. Trabalho excepcional dele. Isso também vai para o garoto lá, o Frias na Cultura, um trabalho excepcional e também do Marcelo, chamo de Marcelo Negão. Está revolucionando o esporte brasileiro. Então, o elogio que dei para eles, dado o trabalho que eles fazem, eles mereciam ser ministros. Não é criar ministérios como deram a entender para negociar com quem quer que seja”, justificou.

“Não é fácil”, dispara Bolsonaro

O presidente ainda comentou sobre a dificuldade de recriar pastas na Esplanada: “Não está previsto, não é fácil criar ministério. Não é fácil. É burocracia. Um pouco mais de despesa. Não está previsto”.

Por fim, Bolsonaro comentou que esportistas têm pedido o retorno do Ministério dos Esportes. “Eles estão pedindo porque na verdade vocês estão acompanhando o que tem acontecido no esporte no Brasil? Esses atletas têm nos procurado várias vezes, atletas de ponta que foram revelados lá atrás. Saíram do Jebs e nós abandonamos isso. Tem muito talento perdido pelo Brasil que ele tem que ser trabalhado, lapidado e apresentado no mundo dos esportes, como no futebol existe, no resto dos esporte praticamente não existe isso”, concluiu.

Pesca, Cultura e Esportes

Ontem, Bolsonaro indicou que pretende recriar ministérios, como os da Pesca, Esporte e Cultura, que hoje possuem status de secretaria. Nas eleições de 2018, o presidente prometeu enxugar o número de pastas do Executivo para 15, justificando que o gasto era ineficaz — com a recriação do Ministério das Comunicações no ano passado, contudo, o governo chegou ao patamar de 23. Além disso, ele havia afirmado que recusaria acordos que negociassem cargos em troca de apoio no parlamento, mas isso também caiu por terra.

O surgimento de novos ministérios, segundo o mandatário, pode ocorrer caso seus candidatos às presidências do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sejam eleitos. Confiante, Bolsonaro já fala em tom de vitória. “Se tiver um clima no parlamento, pelo o que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada, a gente pode levar muita coisa avante, quem sabe até ressurgir os ministérios, esses ministérios”, declarou.

Segundo o presidente, se ele tivesse vencido as eleições presidenciais hoje, não teria acabado com alguns ministérios. “Eu queria que hoje eu tivesse sido eleito presidente. Porque algumas coisas a mais eu faria, outras eu não faria. Por exemplo, eu tenho três secretários que se eu soubesse do potencial de vocês, se eu tivesse mais conhecimento, com profundidade, da importância, seriam ministérios”, destacou, citando os nomes dos secretários Jorge Seif, Mario Frias e Marcelo Magalhães.

O mandatário ainda se defendeu de eventuais críticas que venha a enfrentar e justificou que o Brasil é maior que a Europa Ocidental. “Daqui a pouco vão falar: ‘quer criar ministério de novo’. (Olha) O tamanho do Brasil, só a Amazônia é maior que toda a Europa ocidental”, argumentou.

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