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Alerj aprova selo para templos inclusivos a autistas

Iniciativa busca incentivar a acolhida de pessoas com transtorno do espectro autista em espaços religiosos de todo o estado

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei que cria o selo “Templo Religioso Amigo da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”. A proposta, de autoria da deputada estadual Carla Machado, tem como objetivo incentivar a inclusão de pessoas autistas nas atividades religiosas, promovendo ambientes mais acessíveis, acolhedores e adaptados em todo o território fluminense.

A iniciativa surge como uma forma de reconhecer instituições religiosas que adotem práticas inclusivas e ofereçam suporte adequado para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e suas famílias.

A subsecretária de Educação Especial de Itaboraí e mãe atípica, Berenice Piana, destacou a importância da medida para milhares de famílias que encontram na fé um espaço de acolhimento e fortalecimento emocional.

“Muitas mães de pessoas autistas enfrentam uma rotina extremamente difícil, cheia de desafios e, muitas vezes, encontram na fé a sua principal fonte de força, de esperança e acolhimento. E o que nós queremos é que os templos estejam preparados para receber essas famílias de braços abertos, para que ninguém se sinta excluído de um espaço que deveria ser de amor, de pertencimento e apoio”, afirmou.

Para o publicitário Marcos Felipe Rios, pai de uma criança autista, iniciativas como essa ajudam a ampliar experiências positivas já vividas por algumas famílias.

“Nós frequentamos uma igreja chamada Igreja Batista Atitude, aqui em Campos, que tem um trabalho lindo com inclusão. Anexo ao templo da igreja, existe o espaço infantil com mediadores que acompanham as crianças. Nós somos bastante acolhidos nessa igreja”, relatou.

Requisitos para obtenção do selo

A participação dos templos religiosos será voluntária. Para receber a certificação, as instituições deverão adotar medidas de acessibilidade e acolhimento, como a oferta de recursos de apoio sensorial, incluindo abafadores de ruído, além da criação de espaços de acolhimento ou ambientes mais silenciosos.

Também será exigida a capacitação de líderes, equipes e voluntários para o atendimento de pessoas com TEA, a utilização de comunicação acessível e clara e a promoção de ações de conscientização junto à comunidade.

O selo terá validade de dois anos e poderá ser renovado mediante comprovação da manutenção das práticas inclusivas adotadas pela instituição.