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Alerj avalia nesta quinta proposta que muda regras para tirar CNH no Rio

Proposta em análise na Alerj permite que autoescolas realizem etapas hoje concentradas no Detran, com promessa de agilizar o processo de habilitação

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Erros simples no trânsito que podem resultar na suspensão da CNH
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - Créditos: (depositphotos.com / rafapress)

O plenário da Assembleia Legislativa (Alerj) analisa nesta quinta-feira (11), em votação única, uma proposta que altera as etapas para a formação de motoristas no Rio de Janeiro. O projeto visa desburocratizar o acesso à CNH ao permitir que as autoescolas assumam serviços que hoje são centralizados.

A medida, apresentada pelo deputado Dionísio Lins, autoriza que os centros de formação realizem a abertura do Registro Nacional de Condutores (Renach) e a coleta de biometria. A intenção é modernizar o atendimento e reduzir a necessidade de o cidadão ir até uma unidade do órgão estadual de trânsito.

Descentralização e novos serviços nas autoescolas

Segundo o autor da proposta, o modelo atual sobrecarrega os candidatos com custos de deslocamento e espera. “Hoje o processo é muito burocrático, fazendo com que os candidatos enfrentem enormes filas”, justificou o parlamentar, destacando que a mudança trará mais transparência e valorização aos instrutores.

O texto estabelece novas diretrizes técnicas para o funcionamento do sistema:

  • Os exames práticos de direção poderão ser realizados nos veículos das próprias autoescolas ou de instrutores credenciados.
  • Haverá monitoramento eletrônico e rastreio de todas as avaliações para aumentar a segurança do processo.
  • Os preços dos serviços deverão ser padronizados, com vinculação direta de profissionais e veículos ao sistema.

Acesso gratuito e proteção de informações

A proposta também integra as autoescolas a políticas de inclusão, como a CNH Social. O objetivo é garantir que a população de baixa renda tenha acesso gratuito, total ou parcial, ao processo de habilitação por meio de parcerias com os centros de formação já estabelecidos.

Mesmo com a descentralização, o Detran manterá o controle sobre todo o procedimento e realizará estudos para avaliar se a distribuição das autoescolas atende bem a todas as regiões. Além disso, o projeto exige que as empresas cumpram a Lei Geral de Proteção de Dados para assegurar a privacidade das informações dos alunos e profissionais.