Rio
Após mais de 7 anos, seguranças acusados de matar jovem asfixiado em supermercado vão a júri popular
Justiça do Rio envia a júri popular seguranças acusados da morte de Pedro Henrique em 2019
A 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou que os dois seguranças envolvidos na morte de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga sejam julgados por um júri popular. O crime aconteceu em fevereiro de 2019, dentro de um hipermercado na Barra da Tijuca.
Davi Ricardo Moreira Amâncio responde por ter imobilizado e estrangulado o jovem durante a abordagem. Testemunhas afirmaram que a contenção física foi mantida mesmo após Pedro Henrique parar de reagir, e que ele não teria cometido o furto que motivou a ação dos seguranças. Edmilson Félix Pereira é acusado por omissão, por não ter interrompido a agressão, além de relatos de que amarrou os pés da vítima com um cadarço.
O crime foi tipificado como homicídio qualificado por asfixia. As defesas pediram absolvição ou desclassificação para homicídio culposo, alegando ausência de intenção de matar. O juiz, porém, entendeu haver indícios de dolo eventual, situação em que se assume o risco de causar a morte, e remeteu a análise ao júri.
Os dois réus aguardam o julgamento em liberdade, com obrigação de comparecer periodicamente à Justiça e proibição de contato com familiares da vítima. A data do julgamento ainda não foi definida.
