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Brasil envia 100 militares e hospital de campanha para a Venezuela após terremoto
Força de Resposta Imediata da Marinha envia 100 militares e hospital de trauma à VenezuelaA Marinha do Brasil acionou a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (FRIDA) para apoiar as operações de socorro à população afetada pelos terremotos na Venezuela. Ao todo, 100 militares integram a missão, sendo 60 Fuzileiros Navais e 40 profissionais de saúde. Todos eles partiram neste sábado (27), às 12h, da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, em aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira.
A carga inclui equipamentos para instalação de um Hospital de Campanha no modelo Unidade Avançada de Trauma (UAT), estrutura com capacidade para cirurgias de emergência, intervenções ortopédicas com anestesia, suporte avançado de vida e até 30 leitos de cuidados intensivos. A comandante da Unidade Médica Expedicionária da Marinha (UMEM), capitã de mar e guerra Marisa Martins, afirmou que a equipe deverá atender a população de forma ampla nas regiões indicadas pelo governo venezuelano.
Tropa criada para agir rápido
O comandante da FRIDA, capitão de mar e guerra Leonel Mariano, destacou que a ativação em curto prazo foi possível graças ao “pronto emprego e à capacidade expedicionária” do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A força é composta por militares treinados para atuar em áreas alagadas, locais de difícil acesso e regiões com infraestrutura destruída, com especialização em logística, resgate e segurança.
Esta é a segunda vez que a FRIDA é acionada. A estreia aconteceu em fevereiro deste ano, quando a tropa respondeu às enchentes que atingiram Cantagalo e Porciúncula, no Norte Fluminense. O projeto foi apresentado publicamente em novembro de 2025, no Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, organizado pela Marinha em parceria com o BNDES.
A FRIDA integra o programa “Preparar para Proteger: Aprendizado organizacional militar no Brasil face aos novos contextos de crise humanitária”, vinculado ao Programa PRÓ-DEFESA e desenvolvido desde 2024 em parceria com a PUC-Rio, a Universidade Federal de Uberlândia e a Universidade Federal de Roraima. O projeto foi aprovado em 3º lugar entre os 79 apresentados no programa.