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Quem é “Xorão”, chefão do CV preso no Maracanã, e como a polícia flagrou o traficante

Xorão, um dos líderes do Comando Vermelho, foi capturado no entorno do Maracanã após semanas de monitoramento

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Foto: Reprodução/Redes Sociais e PCERJ

Um dos principais articuladores do Comando Vermelho entre o Rio de Janeiro e o Nordeste foi capturado nesta quarta-feira, dia 20, nos arredores do estádio do Maracanã. Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido no submundo do crime como Xorão, estava sendo monitorado por semanas antes de ser abordado pelas autoridades enquanto se passava por um torcedor comum.

A prisão é fruto de um trabalho de inteligência conjunto entre a Polícia Civil fluminense e a potiguar, no âmbito da Operação Brasil Contra o Crime Organizado. O alvo é apontado como uma peça-chave na logística da facção, utilizando favelas cariocas como refúgio e centro de distribuição para outros estados.

Confira o vídeo

Conexão entre Rio e Rio Grande do Norte

As investigações da DRACO-IE e da DEICOR revelam que Xorão gerenciava o envio de armas e entorpecentes para o Rio Grande do Norte. Ele mantinha contato direto com lideranças da Rocinha e do Complexo do Alemão, garantindo que as ordens e suprimentos chegassem ao território potiguar de forma eficiente.

Durante o período de monitoramento, os agentes encontraram provas do envolvimento direto do suspeito com o poder bélico do grupo. Imagens recuperadas mostram o criminoso ostentando fuzis e armas de alto poder de destruição. Além da atuação no tráfico, ele responde por crimes graves como homicídio e formação de quadrilha.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

As autoridades destacam que criminosos de diferentes regiões do país têm buscado abrigo em comunidades do Rio. Essa estratégia visa transformar essas áreas em bases operacionais para fortalecer a rede interestadual de tráfico e facilitar rotas de fuga.

Braço armado da facção preso em Macaé

A ofensiva policial também alcançou outro nome relevante da cúpula criminosa no interior do estado. Em Macaé, as equipes prenderam Jackson Matheus da Silva Moreira, o Professor. Segundo o setor de inteligência, ele comandava o setor armado da organização e liderava confrontos contra grupos rivais em solo nordestino.

Para a cúpula da segurança pública, as duas capturas representam um golpe significativo na infraestrutura do crime organizado. A polícia acredita que o desmantelamento dessa rota logística dificulta a reposição de estoques de armamento e a movimentação de lideranças foragidas que buscam abrigo em solo carioca.