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Cláudio Castro vira alvo em investigação da Polícia Federal

Polícia Federal cumpre mandados na residência de Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, durante operação

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Foto: Reprodução/Marcelo Regua

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (15) na residência do ex-governador Cláudio Castro, localizada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A operação faz parte de investigação sobre um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar estrutura societária para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ilegalmente ao exterior.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. A ação tem apoio técnico da Receita Federal e apura fraudes fiscais, ocultação patrimonial e irregularidades ligadas à operação de uma refinaria do grupo investigado.

Carlo Luchione, advogado de Cláudio Castro, diz que “ainda não tem conhecimento da motivação da busca e apreensão”.

Principais pontos da operação da Polícia Federal

Entenda os detalhes da investigação que envolve o ex-governador e o setor de combustíveis.

🕵️‍♂️ Ex-governador Cláudio Castro: Residência alvo de mandados de busca na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

💸 Grupo de combustíveis sob investigação: Suspeito de fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e envio ilegal de recursos ao exterior.

🚨 Medidas cautelares: 17 buscas e apreensões, 7 afastamentos e bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos.

🇧🇷 Abrangência nacional: Mandados cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

⚖️ Apoio e determinação: Ação com apoio técnico da Receita Federal e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

Bloqueio bilionário e suspensão de empresas

O STF também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. A investigação está inserida no âmbito da ADPF 635/RJ, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no Rio.

A operação ocorre num momento de crise institucional no estado: o Rio está sem governador e sem vice-governador. O governo é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. O STF ainda não concluiu o julgamento que vai definir se o substituto de Castro será escolhido por eleição direta ou indireta.

Renúncia às vésperas do julgamento no TSE

Castro deixou o cargo em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que resultou em sua declaração de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Com a renúncia, o TSE entendeu que a cassação do mandato ficou prejudicada, o que gerou o impasse no STF sobre como preencher o cargo. O ex-governador pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.