Carnaval
Confira o que rolou na segunda noite da Série Prata no Rio
Desfiles desta segunda tiveram temas de fé, resistência e cultura afro-brasileira
No segundo dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca, realizado nesta segunda-feira (16), 15 agremiações desfilaram na Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte do Rio.
Abrindo os desfiles, a Império da Tijuca levou para a avenida o enredo “O Intrépido Santo Guerreiro”, narrando a saga do santo que desafiou a opressão, enfrentou batalhas em nome da justiça e foi eternizado como protetor dos humildes e símbolo de resistência durante o período em que Diocleciano, imperador de Roma, dominou a região da Capadócia.
Em seguida, foi a vez da escola Flamanguaça, com o enredo “Ecos de Sortilégios”. A escola de samba rubro-negra apresentou um tema que atravessa séculos, culturas, civilizações e continua a encantar as mentes de leitores, espectadores e criadores de narrativas em todo o mundo.
Logo depois, a escola de samba Feitiço Carioca fez uma viagem nostálgica pelos antagonistas que, mesmo com suas artimanhas, conquistaram o afeto do público e teve como samba-enredo “Meu Malvado no Fundo do Coração”.
Veja imagens das escolas:
A escola Siri de Ramos mergulhou no universo das religiões de matriz africana, exaltando suas formas, cores, símbolos e toda a riqueza dessa tradição ancestral.
Outra escola que também desfilou nesta segunda-feira foi a Acadêmicos da Abolição, que buscou ressignificar o conceito de chão como território vivo, sagrado e coletivo, onde memória, identidade e ancestralidade afro-indígena se encontram.
A escola Império de Nova Iguaçu trouxe o legado do terreiro de candomblé Kupapa Unsaba para a avenida.
A São Clemente teve como samba-enredo “Na Tamarineira, É Pagode, É Carioca, É São Clemente”. A agremiação de Botafogo mergulhou nas raízes do samba ao reverenciar o jongo, o lundu, a Casa de Ciata e os quilombos, conectando a história da música popular brasileira à trajetória de resistência, celebração e identidade da escola.
A escola de samba Acadêmicos do Dendê homenageou a Associação Atlética Portuguesa, que se tornou símbolo da região e celebrou seu centenário em 2024.
A Acadêmicos do Engenho da Rainha homenageou Tomás Santa Rosa, um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro. O samba-enredo da escola veio homenageando Santa Rosa em “Negro, Moderno e Plural”.
Em seguida, a Unidos da Vila Santa Tereza trouxe para a avenida o enredo “Vila Santa Tereza Não Marca Bobeira e Festeja os 65 Anos do Cacique de Ramos”. Inspirada no verso eternizado pela cantora e compositora Beth Carvalho, a escola conta a trajetória de um dos maiores símbolos da cultura popular e do samba carioca.
A Acadêmicos da Rocinha, escola fundada em 1988 que tem como presidente Luiz Fernando Mello Maciel, cruzou a Intendente Magalhães com o samba-enredo “Lafiou! Caminhos Abertos para a Vitória!”, que propõe um reencontro necessário com suas raízes, suas tradições e com a força da ancestralidade.
A Acadêmicos de Santa Cruz desfilou com o enredo “Brasil de Mil Faces num Só Coração” e levou ao público um convite a uma imersão na história e na cultura do nosso país, celebrando sua complexidade e a inabalável resiliência de seu povo.
Já a escola Alegria do Vilar apresentou na Intendente a representação de uma ferramenta tão importante para o orixá e filhos regidos e guiados de Xangô, que é o Oxé, representado por um machado de duas lâminas simbolizando a imparcialidade e a justiça.
A escola Leão de Nova Iguaçu contou a história de Maria Felipa, uma marisqueira e combatente brasileira na Guerra de Independência do Brasil, especificamente na campanha de Independência da Bahia na Ilha de Itaparica.
E fechando o segundo desfile da Série Prata na Intendente Magalhães, a Império da Uva, também de Nova Iguaçu, se vestiu de devoção com o enredo “Nos Caminhos da Fé, o Meu Sonho Anunciou… Salve Nossa Senhora Aparecida, a Mãe Preta do Brasil!”, onde a escola trouxe a história de fé, resistência e esperança do povo brasileiro através da imagem sagrada da padroeira do Brasil.
No domingo (15), 14 escolas da Série Prata desfilaram na Intendente Magalhães:
- Mocidade Unida do Santa Marta
- Arrastão de Cascadura
- Tubarão de Mesquita
- Renascer de Jacarepaguá
- União do Parque Curicica
- Independente da Praça da Bandeira
- Chatuba de Mesquita
- Vizinha Faladeira
- Unidos de Lucas
- Independentes de Olaria
- Tradição
- Lins Imperial
- União de Jacarepaguá
- Acadêmicos do Cubango
Nesta terça-feira (17), quem desfila é o Grupo de Avaliação, uma categoria de desfile que ocupa a base do carnaval competitivo do Rio de Janeiro.
Nela, desfilam escolas de samba em formação e agremiações que ainda não alcançaram as séries superiores. Os desfiles do Grupo de Avaliação acontecem na Avenida Intendente Magalhães, um dos principais palcos do carnaval carioca, conhecida como a “Passarela Popular do Samba”. Neste ano, 15 agremiações estão na disputa, e a campeã e vice garantem vaga na Série Bronze em 2027.
Ordem de desfile:
- Mocidade Unida da Cidade de Deus
- Império Ricardense
- Raça Rubro-Negra
- Império da Resistência
- Mocidade Independente de Inhaúma
- Acadêmicos da Pedra Branca
- Difícil é o Nome
- Gato de Bonsucesso
- Arame de Ricardo
- Acadêmicos de Madureira
- Renascer de Nova Iguaçu
- Coroado de Jacarepaguá
- Delírio da Zona Oeste
- Unidos de Manguinhos
- Casa de Malandro
Horário: A partir das 18h









