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Carnaval

Confira o que rolou na segunda noite da Série Prata no Rio

Desfiles desta segunda tiveram temas de fé, resistência e cultura afro-brasileira

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São Clemente – Foto: Paulo Mumia | Riotur

No segundo dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca, realizado nesta segunda-feira (16), 15 agremiações desfilaram na Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte do Rio.

Abrindo os desfiles, a Império da Tijuca levou para a avenida o enredo “O Intrépido Santo Guerreiro”, narrando a saga do santo que desafiou a opressão, enfrentou batalhas em nome da justiça e foi eternizado como protetor dos humildes e símbolo de resistência durante o período em que Diocleciano, imperador de Roma, dominou a região da Capadócia.

Em seguida, foi a vez da escola Flamanguaça, com o enredo “Ecos de Sortilégios”. A escola de samba rubro-negra apresentou um tema que atravessa séculos, culturas, civilizações e continua a encantar as mentes de leitores, espectadores e criadores de narrativas em todo o mundo.

Logo depois, a escola de samba Feitiço Carioca fez uma viagem nostálgica pelos antagonistas que, mesmo com suas artimanhas, conquistaram o afeto do público e teve como samba-enredo “Meu Malvado no Fundo do Coração”.

Veja imagens das escolas:

A escola Siri de Ramos mergulhou no universo das religiões de matriz africana, exaltando suas formas, cores, símbolos e toda a riqueza dessa tradição ancestral.

Outra escola que também desfilou nesta segunda-feira foi a Acadêmicos da Abolição, que buscou ressignificar o conceito de chão como território vivo, sagrado e coletivo, onde memória, identidade e ancestralidade afro-indígena se encontram.

A escola Império de Nova Iguaçu trouxe o legado do terreiro de candomblé Kupapa Unsaba para a avenida.

A São Clemente teve como samba-enredo “Na Tamarineira, É Pagode, É Carioca, É São Clemente”. A agremiação de Botafogo mergulhou nas raízes do samba ao reverenciar o jongo, o lundu, a Casa de Ciata e os quilombos, conectando a história da música popular brasileira à trajetória de resistência, celebração e identidade da escola.

A escola de samba Acadêmicos do Dendê homenageou a Associação Atlética Portuguesa, que se tornou símbolo da região e celebrou seu centenário em 2024.

A Acadêmicos do Engenho da Rainha homenageou Tomás Santa Rosa, um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro. O samba-enredo da escola veio homenageando Santa Rosa em “Negro, Moderno e Plural”.

Em seguida, a Unidos da Vila Santa Tereza trouxe para a avenida o enredo “Vila Santa Tereza Não Marca Bobeira e Festeja os 65 Anos do Cacique de Ramos”. Inspirada no verso eternizado pela cantora e compositora Beth Carvalho, a escola conta a trajetória de um dos maiores símbolos da cultura popular e do samba carioca.

A Acadêmicos da Rocinha, escola fundada em 1988 que tem como presidente Luiz Fernando Mello Maciel, cruzou a Intendente Magalhães com o samba-enredo “Lafiou! Caminhos Abertos para a Vitória!”, que propõe um reencontro necessário com suas raízes, suas tradições e com a força da ancestralidade.

A Acadêmicos de Santa Cruz desfilou com o enredo “Brasil de Mil Faces num Só Coração” e levou ao público um convite a uma imersão na história e na cultura do nosso país, celebrando sua complexidade e a inabalável resiliência de seu povo.

Já a escola Alegria do Vilar apresentou na Intendente a representação de uma ferramenta tão importante para o orixá e filhos regidos e guiados de Xangô, que é o Oxé, representado por um machado de duas lâminas simbolizando a imparcialidade e a justiça.

A escola Leão de Nova Iguaçu contou a história de Maria Felipa, uma marisqueira e combatente brasileira na Guerra de Independência do Brasil, especificamente na campanha de Independência da Bahia na Ilha de Itaparica.

E fechando o segundo desfile da Série Prata na Intendente Magalhães, a Império da Uva, também de Nova Iguaçu, se vestiu de devoção com o enredo “Nos Caminhos da Fé, o Meu Sonho Anunciou… Salve Nossa Senhora Aparecida, a Mãe Preta do Brasil!”, onde a escola trouxe a história de fé, resistência e esperança do povo brasileiro através da imagem sagrada da padroeira do Brasil.

No domingo (15), 14 escolas da Série Prata desfilaram na Intendente Magalhães:

  1. Mocidade Unida do Santa Marta
  2. Arrastão de Cascadura
  3. Tubarão de Mesquita
  4. Renascer de Jacarepaguá
  5. União do Parque Curicica
  6. Independente da Praça da Bandeira
  7. Chatuba de Mesquita
  8. Vizinha Faladeira
  9. Unidos de Lucas
  10. Independentes de Olaria
  11. Tradição
  12. Lins Imperial
  13. União de Jacarepaguá
  14. Acadêmicos do Cubango

Nesta terça-feira (17), quem desfila é o Grupo de Avaliação, uma categoria de desfile que ocupa a base do carnaval competitivo do Rio de Janeiro.

Nela, desfilam escolas de samba em formação e agremiações que ainda não alcançaram as séries superiores. Os desfiles do Grupo de Avaliação acontecem na Avenida Intendente Magalhães, um dos principais palcos do carnaval carioca, conhecida como a “Passarela Popular do Samba”. Neste ano, 15 agremiações estão na disputa, e a campeã e vice garantem vaga na Série Bronze em 2027.

Ordem de desfile:

  1. Mocidade Unida da Cidade de Deus
  2. Império Ricardense
  3. Raça Rubro-Negra
  4. Império da Resistência
  5. Mocidade Independente de Inhaúma
  6. Acadêmicos da Pedra Branca
  7. Difícil é o Nome
  8. Gato de Bonsucesso
  9. Arame de Ricardo
  10. Acadêmicos de Madureira
  11. Renascer de Nova Iguaçu
  12. Coroado de Jacarepaguá
  13. Delírio da Zona Oeste
  14. Unidos de Manguinhos
  15. Casa de Malandro

Horário: A partir das 18h