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De mansão no Suriname à prisão: a queda do fornecedor de fuzis do Comando Vermelho

Operação Red Fox mirou braço norte do CV e bloqueou R$ 500 milhões em bens contra o tráfico

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Foto- Lucas Araújo/Super Rádio Tupi

A Polícia Federal capturou no Suriname um dos principais articuladores do tráfico de armas para o Comando Vermelho durante a Operação Red Fox, deflagrada neste fim de semana. Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor da facção, foi localizado em uma mansão em Paramaribo e movimentou cerca de R$ 150 milhões em transações criminosas.

O suspeito e sua esposa, Denise Mendonça, foram detidos pela polícia local e extraditados para o Brasil, onde receberam voz de prisão ao desembarcarem em Belém, no Pará. Segundo as investigações, Denise desempenhava um papel central na gestão financeira e logística do esquema.

Foto – Reprodução

Negociação de fuzis e principais alvos

As apurações do Ministério Público Federal e da PF indicam que Arnaldo negociava diretamente com a cúpula da organização criminosa para abastecer o braço da facção no Norte do país. O grupo focava na aquisição de armamento pesado para manter o domínio territorial.

Perfis dos Principais Envolvidos na Trama

Conheça os papéis e as ações dos acusados na operação que desmantelou o esquema.

🚨 Edgard Alves Andrade, o Doca

Considerado um dos chefões da facção, teria encomendado 10 fuzis AK-47. Atualmente está foragido.

💰 Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o Berg

Identificado como o tesoureiro do esquema, realizava pagamentos fracionados para o envio das armas.

🤝 Silvio Andrade Costa, o Barriga

Atuava como ponte entre líderes e fornecedor, compartilhando dados bancários para quitação de dívidas.

Extradição e bloqueio de bens milionários

Além das prisões internacionais, a Justiça determinou o congelamento de R$ 500 milhões em ativos vinculados aos investigados. A medida visa desarticular a estrutura financeira do grupo, incluindo a suspensão das atividades de empresas de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro.

No total, a ação visava cumprir 13 mandados de prisão, dos quais quatro foram executados até o momento. Enquanto Arnaldo tratava dos carregamentos internacionais, o esquema contava com o apoio de intermediários que fracionavam os depósitos bancários para evitar a detecção pelos órgãos de controle.