Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para alta incidência da doença no Rio - Super Rádio Tupi
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Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para alta incidência da doença no Rio

Especialistas destacam que diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para conter a transmissão, que ainda preocupa autoridades de saúde no estado.

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Tuberculose, uma das doenças mais letais da história
Créditos: depositphotos.com / katerynakon

Hoje, dia 24 de março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, data que tem como objetivo conscientizar sobre a doença, que ainda é um problema grave no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, um dos estados com maior incidência. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cada paciente com tuberculose que não se trata pode infectar em média de 10 a 15 pessoas por ano. 

Alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, como a pobreza, AIDS, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional. 

O infectologista e professor titular da UERJ, Marcos Lago, conversou com a Super Rádio Tupi sobre a doença. 

“A primeira delas [situações favorecem a proliferação da tuberculose] é a aglomeração, a quantidade de comunidades, pessoas vivendo muito próximas umas das outras. E a segunda, mais importante ainda do que essa, é a demora no diagnóstico e no tratamento.” – disse o especialista, que explicou que a tuberculose é uma doença que se manifesta de forma lenta, às vezes só sendo identificada com o diagnóstico, o que favorece a proliferação, já que durante esse período a pessoa está expelindo o bacilo.

Lago também reforçou que a principal forma de prevenção da doença é o tratamento precoce e correto dos doentes, e que a rapidez tanto no diagnóstico quanto no início do tratamento, se feito de forma correta, consegue bloquear a disseminação da doença.

O estado do Rio foi o terceiro com a maior taxa de óbitos causados pela tuberculose, atrás apenas do Amazonas e de Pernambuco, com 12 unidades da Federação tendo apresentado coeficientes superiores à média nacional. 

A favela da Rocinha, na zona sul do Rio, é normalmente apontada por especialistas como um dos principais focos de tuberculose em todo o país.

Segundo a Prefeitura do Rio, o local possui uma taxa de incidência de casos 11 vezes superior à média nacional. Segundo casos registrados pela Prefeitura do Rio, o local possui uma taxa de incidência de 372 casos por 100.000 habitantes, 11 vezes mais alta que a média nacional.

Em 2014, o país registrou 68.467 casos, o que o colocou na 17ª posição entre os 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

No entanto, embora a taxa de incidência na Rocinha ainda seja alta, ela já foi pior. 

A boa notícia é que a doença está cada vez mais controlada graças à eficácia do tratamento, com a taxa de cura passando de 66,1% em 2001 para 81,2% em 2013.