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Falta de dados sobre qualidade da areia preocupa frequentadores das praias do Rio

Sem divulgação do programa Areia Carioca desde 2024, usuários relatam riscos à saúde e cobram transparência da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro

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Subprefeitura faz ação de ordenamento em Copacabana para liberar passeio público e garantir a ordem nas areias da praia (Foto: Divulgação)
Subprefeitura faz ação de ordenamento em Copacabana para liberar passeio público e garantir a ordem nas areias da praia (Foto: Divulgação)

Frequentadores das praias do Rio de Janeiro enfrentam uma incerteza que já dura mais de um ano, devido à falta de informações sobre a qualidade da areia da Orla. 

Desde novembro de 2024, a Prefeitura não divulga os resultados das análises bacteriológicas do programa de monitoramento Areia Carioca, criado em 2010 para avaliar possíveis contaminações e garantir mais segurança para a população. 

No entanto, quem acessa o site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima não encontra dados atualizados sobre a situação da areia nas praias, o que tem gerado preocupação entre banhistas, atletas e trabalhadores.

A reportagem da Super Rádio Tupi entrevistou alguns frequentadores da praia do Flamengo, para entender o que eles pensam, e a maioria afirmou que a sensação de insegurança é constante, com alguns deles confirmando que, além de frequentemente retirarem detritos da areia, se feriram após um passo descuidado.

“Me sinto bastante inseguro, porém, infelizmente, no meu trabalho, eu tenho de estar aqui na praia do Flamengo, assim, grande parte das vezes descalço por ser mais confortável, porém, bastante perigoso.” – Explicou o professor de natação Paulo Vitor, que dá aulas na praia do Flamengo, e que disse já ter tirado todo tipo de material da areia, como dejetos humanos, espinhas de peixe, vidro e até metal, tendo inclusive sofrido cortes profundos. 

O programa Areia Carioca já havia sido interrompido anteriormente, entre 2020 e 2022, por causa da pandemia da Covid-19, e foi retomado com análises em 24 pontos da cidade, incluindo praias da Zona Sul, o Piscinão de Ramos, a Ilha do Governador e Paquetá. 

“A inexistência do monitoramento da qualidade das areias é um perigo em potencial, não deveria ser desprezado pelas autoridades. Infelizmente, as praias são utilizadas das mais variadas formas, muitas delas conduzindo esse ecossistema a um grau de contaminação que, repito, não deveria ser negligenciado pelas autoridades.” – Declarou o ambientalista Mário Moscatelli, explicando o perigo da falta de monitoramento da qualidade da areia.

A ausência de informações levanta um alerta, já que a areia também pode ser um meio de transmissão de bactérias e outros micro-organismos, impactando diretamente a saúde pública. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima informou que o programa passa por uma revisão técnica nos parâmetros e metodologias utilizadas, e que por conta disso, a divulgação dos boletins quinzenais está temporariamente suspensa, sem prazo definido para retomada.