Política

‘Fazemos combate com inteligência e repressão’, afirma vice-governador sobre violência no Rio

Em entrevista a Super Rádio Tupi e ao Tupi.FM, Cláudio Castro fez um balanço dos primeiros 200 dias de governo Wilson Witzel

Por Bárbara Mello e Diogo Sampaio

Em entrevista a Super Rádio Tupi e ao Tupi.FM, Cláudio Castro fez um balanço dos primeiros 200 dias de governo Wilson Witzel
(Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)

O vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), esteve presente na manhã da última sexta-feira, nos estúdios da Super Rádio Tupi, para participar do Programa Francisco Barbosa. Após a atração, Castro conversou com a reportagem do Tupi.FM, em que fez um balanço dos primeiros 200 dias de governo Wilson Witzel (PSC).

Ao relembrar as dificuldades enfrentadas neste início de gestão, o vice-governador frisou o rombo encontrado nas cofres públicos do estado. “Votado na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) tinha um déficit primário na casa de R$ 8 bilhões, mas na verdade ele era muito maior. Nós pegamos um déficit de R$ 13 bilhões”, relatou Cláudio Castro.

“Em uma receita de R$ 72 bilhões, R$ 75 bilhões, tínhamos que arrecadar R$ 105 bilhões para zerar sem nada. Uma situação realmente de calamidade das contas públicas. Começamos um trabalho de corte da máquina. Cortamos, de cara, 30% em contrato de convênios, conseguimos cortar quase 20% na folha dos comissionados. Estamos fazendo um trabalho de pesquisa. Já quase 12 mil pessoas não foram receber salários, o que tem possibilidade de serem laranjas. É um trabalho de saneamento e fortalecimento das contas públicas”, disse Castro, que ainda garantiu que nenhum salário deve ser atrasado.

Durante a entrevista, Castro também fez uma análise da atuação da polícia em casos de repercussão recentes, como o chinês esfaqueado, o sequestro ao ônibus da Ponte Rio-Niterói e o homem que queimou e matou a namorada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Apesar de frisar a queda nos números da criminalidade em todo o estado, o vice-governador enxerga que vivesse um cenário de guerra no Rio de Janeiro.

Por isso, ele destacou a importância do projeto das sirenes nas comunidades, anunciado por Witzel na última quinta-feira, que se inspira em uma prática dos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial, com o intuito de resguardar vidas inocentes durante as ações da polícia nesses locais.

“São números de guerra, sim. Conseguimos diminuir os números de violência, os números estão despencando. Acho que essas medidas são uma grande prova para mostrar como o governador ouve a sociedade. O sistema de sirene ainda está sendo estudado, mas a ideia é colocar dentro das escolas. É importante deixar claro que não é a polícia que escolhe a hora. Muitas vezes, ela chega quando as facções estão duelando e a polícia chega para acabar. A polícia não chega atirando, isso é uma falácia. É uma política de segurança feita com inteligência, visando diminuir o risco para a população, principalmente a mais carente da comunidade. Esses protocolos serão amplamente divulgados e colocados em prática o mais rápido possível”, declarou ele.

Também foi divulgado na última quinta-feira, o aterramento do buraco onde ficaria a estação de metrô da Gávea, Zona Sul do Rio, que serviria de ponto final para a Linha 4, cujas as obras estão paralisadas desde 2015. Castro afirmou que a decisão busca preservar vidas, já que a estrutura de prédios da região correm riscos de desabamento.

“A empresa não quer colocar dinheiro e a Justiça proíbe que o estado coloque. Há uma questão gravíssima de poder afundar uma parte da (universidade) PUC-Rio ou um prédio ali e as pessoas morrerem. Mais importante que ter ou não ter metrô, é não deixar que vidas corram riscos. O governador disse que não vai deixar que vidas morram ali. Se for preciso aterrar, ele vai aterrar. Nesse momento, o pensamento não está no metrô, mas, sim, na vida que estão correndo risco ali”, falou Castro.

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