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FGV e Ministério da Justiça discutem papel da academia na segurança pública
FGV reúne Ministro da Justiça e academia para debater o futuro da segurança públicaO debate sobre o enfrentamento à criminalidade ganhou escala internacional com o convite para que o Ministério Público do Rio de Janeiro lidere um seminário em Bruxelas. A iniciativa foi proposta pela deputada portuguesa Ana Miguel Pedro Soares.
O encontro na sede do Parlamento Europeu terá como foco os Crimes Transnacionais. A programação contará com especialistas de nações como Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Colômbia, além da presença de um eurodeputado em cada mesa de discussão.
Essas articulações internacionais ocorrem no mesmo período em que a FGV sediou, nesta sexta-feira, 22 de maio, o fórum Diálogos sobre Segurança Pública 2026. O evento no Rio de Janeiro reuniu cúpulas do governo e da academia.
Seminário em Bruxelas discutirá crime transnacional
Durante a abertura, o presidente da instituição, Carlos Ivan Simonsen Leal, afirmou que a atuação brasileira no setor tem superado referências globais. Para ele, “o Brasil tem enfrentado o crime organizado até com mais rigor e eficiência que outros países mais desenvolvidos e mais ricos”.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, apresentou um diagnóstico detalhado da criminalidade no país. Ele defendeu que a integração entre a inteligência policial e o suporte científico é o caminho para reduzir a violência.
O ministro pontuou que o trabalho das forças de segurança, “com a ajuda de um centro de pensar como a FGV e da academia em geral, pode trazer resultados importantes para a população” brasileira.
Parceria acadêmica reforça estratégias de segurança
Organizador do fórum, o jornalista Guilherme Amado destacou a relevância de promover esse intercâmbio de ideias em solo carioca. O auditório do Centro Cultural da fundação recebeu lotação máxima de público interessado no tema.
O debate reforçou a missão das instituições de segurança em buscar soluções conjuntas com pesquisadores. A troca de experiências entre o Brasil e os países europeus deve pautar as próximas ações estratégicas do ministério e do órgão fluminense.