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Inca e Fiocruz firmam parceria contra cigarros eletrônicos

Acordo reúne instituições e aponta riscos graves dos vapes à saúde da população

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Os riscos dos cigarros eletrônicos para nossa saúde
Cigarro eletrônico - Créditos: depositphotos.com / milinz

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmaram uma parceria para intensificar o combate aos cigarros eletrônicos no Brasil. As instituições, junto a outros centros de pesquisa, estão elaborando uma carta conjunta com recomendações e orientações sobre os chamados dispositivos eletrônicos para fumar, como vapes.

O tema foi discutido durante um seminário realizado no Rio de Janeiro, que reuniu especialistas nos últimos dias. O documento tem como base um levantamento feito entre 2019 e 2025, que identificou 59 estudos sobre os impactos desses dispositivos.

As pesquisas analisam desde danos à saúde até dados sobre o uso e a experimentação. Entre os principais riscos estão envenenamento, convulsões, dependência, traumas, queimaduras, além do aumento das chances de doenças cardiovasculares e AVC.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, fez um alerta:

“Nós hoje já temos a convicção que estes produtos são extremamente maléficos à saúde da população em geral. Eles causam maior dependência, eles têm danos próprios deles e também levam à dependência à nicotina desse efeito do uso do cigarro convencional associado aos DEFs, o que aumenta o risco de doenças crônicas não transmissíveis.”

No Brasil, a Anvisa proíbe desde 2009 a fabricação, importação, comercialização, transporte e propaganda de cigarros eletrônicos. O descumprimento pode resultar em multas, apreensão dos produtos e até ação criminal.

Além disso, o uso dos vapes também é proibido em ambientes fechados, conforme determina a Lei Antifumo.