Rio
Luana Rosa: quem é a ‘Madrinha da Cidade Alta’ presa em operação no Rio
Braço direito de 'Peixão', ela comandava o tráfico e ordenava ataques que pararam a Avenida Brasil; entenda o impacto da operação no Rio
Forças de segurança capturaram Luana Rosa de Araújo, a Madrinha da Cidade Alta, durante uma ofensiva no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (25). Ela é apontada como peça-chave na estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP) e braço direito de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, líder da facção.
Investigações da Polícia Civil e da Polícia Militar revelam que Luana comandava a venda de drogas em Imbariê e no condomínio Massapé, em Duque de Caxias. Na capital, sua atuação se concentrava na Cidade Alta, Parada de Lucas e Cordovil. Como símbolo de prestígio, ela possuía um fuzil cor-de-rosa, um presente de Peixão.
Crimes e impacto na comunidade
A atuação de Luana e seu grupo causou transtornos para a população e o transporte público. Entre as principais acusações, estão:
Perfil das acusações e investigações
Resumo das ações criminosas atribuídas à investigada
A prisão ocorreu no terceiro dia de uma operação da 38ª DP (Brás de Pina), com apoio do BOPE e da Core. Nesta terça, as autoridades apreenderam réplicas de metralhadoras calibre .50, um rifle de precisão falso e drogas. A polícia também frustrou o roubo de duas carretas de cerveja, causando um prejuízo de R$ 200,8 mil aos criminosos.
Desde o início da ação, na sexta-feira (21), foram retiradas 10 toneladas de barricadas. Na segunda-feira (24), um confronto interrompeu o tráfego na Avenida Brasil, onde criminosos incendiaram quatro caminhões para frear o avanço policial, afetando pelo menos 20 linhas de ônibus.

Apreensões e balanço da operação
A Polícia Militar confirmou que manterá tropas no Complexo de Israel por período indefinido. O policiamento será reforçado em áreas como Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-Pau. O nome do complexo faz referência à simbologia religiosa adotada por Peixão, principal rival do Comando Vermelho.
A violência impactou os serviços públicos. A Secretaria Municipal de Educação informou que 18 escolas suspenderam as atividades presenciais. Na saúde, unidades em Cordovil e Vigário Geral cancelaram visitas domiciliares e ações externas para proteger os profissionais.