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“A polícia tem que atuar 24 horas”: Lula critica modelo de segurança com GLO

Estratégia foca em asfixia financeira das facções e polícia 24h; meta é devolver aos cidadãos o controle e a liberdade em seus bairros

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Luiz Inácio Lula da Silva fala ao microfone em estúdio da Rádio Tupi
Lula em entrevista à Rádio Tupi, onde defendeu a atuação contínua da polícia e criticou intervenções militares na segurança pública - Foto: Douglas Pereira/Super Rádio Tupi

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modelo de intervenções temporárias das Forças Armadas na segurança pública e defendeu uma presença policial contínua. Em entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, ele afirmou que operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) falham, pois criminosos retomam as áreas assim que os militares se retiram.

“A polícia tem que atuar 24 horas por dia, durante 365 dias por ano”, declarou o presidente. Como alternativa, o governo federal articula uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reformular as competências na segurança. Desde 1988, a gestão das polícias Civil e Militar cabe aos estados, mas o novo texto deve definir diretrizes para a atuação conjunta entre União, governos estaduais e prefeituras.

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União terá novo papel no combate ao crime

Lula apontou a estratégia atual no Rio de Janeiro como um projeto piloto que pode ser expandido nacionalmente. O plano se baseia em três pilares: bloqueio da logística das facções, retomada de áreas dominadas pelo crime e suporte direto aos municípios. O objetivo, segundo ele, é impedir que criminosos controlem espaços públicos como escolas e igrejas.

Para fortalecer o sistema, o presidente propôs que o governo federal ofereça capacitação técnica às guardas e órgãos municipais. O treinamento seria focado em inteligência e táticas de abordagem policial, buscando dar mais protagonismo e preparo às cidades para lidar com a segurança local.

A preocupação com o cotidiano da população também foi destacada. Lula condenou a imposição de taxas ilegais por grupos criminosos, mencionando que moradores não devem aceitar que seus bairros tenham “donos” que controlam até a venda de serviços. “Você não pode comprar gás sabendo que você vai ter que pagar um pedaço”, exemplificou.

O presidente reforçou que o controle das vilas e ruas deve ser devolvido aos cidadãos. Ele defendeu que o Estado garanta o direito de ir e vir sem a interferência de facções. “A vila é sua, a rua é sua, o bairro é seu”, finalizou.