Rio
Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do RJ, é preso pela PF
Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella foi preso em operação da PF que apura esquema de lavagem de dinheiro com movimentação de R$ 7,6 bilhões em seis anos
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Secretaria Estadual de Polícia Civil.
As prisões ocorreram durante a Operação Unha e Carne 8, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo investigado movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões em seis anos, com suspeita de participação de agentes políticos.
As ordens de prisão foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação representa um novo desdobramento da investigação, iniciada em julho.
Quem foi preso na operação?

A Justiça autorizou seis prisões e 16 buscas. Os alvos foram localizados na capital fluminense, além de Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
A lista de pessoas presas inclui:
- Christiano Gaspar Fernandes
- Giovanni Gaspar Fernandes
- José Carlos Alves de Souza Júnior
- Márcio Correia de Oliveira, conhecido como Márcio Canella
- Marcus Vinicius Amim Fernandes
- Pablo Jukia Felix Ferreira, policial civil identificado como Pablo Russo
Qual esquema a Polícia Federal apura?
As apurações miram uma rede de postos de combustíveis que opera na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos em práticas de lavagem de dinheiro com apoio de agentes políticos.
Por causa das suspeitas, Moraes também determinou o bloqueio de patrimônio e a paralisação das atividades de 112 empresas citadas no caso, formadas majoritariamente por postos de abastecimento.
De acordo com a corporação, os envolvidos devem responder por delitos como lavagem de dinheiro, organização criminosa e contratação direta fora da lei, “além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”.
Canella e Amim já figuravam entre os investigados na etapa realizada em 7 de julho, quando agentes foram até os endereços dos dois. Na ocasião, o parlamentar acabou preso em flagrante por transportar um fuzil em seu veículo.
O episódio motivou a Unha e Carne 7, no mês passado, que resultou na prisão do vereador carioca Jorge Canella (União Brasil), flagrado com armas de uso proibido.
Os trabalhos atuais seguem diretrizes fixadas pelo STF no julgamento da ADPF das Favelas (ADPF 635), que determinou à PF a apuração de eventuais conexões entre agentes públicos e grupos criminosos no Rio de Janeiro.