Rio
Morre aos 95 anos o médico José Badim, pioneiro da cirurgia plástica
À frente do Hospital Badim, médico realizou o primeiro reimplante de mão do país e se tornou uma referência na história da saúde do Rio de Janeiro
O médico José Badim, patriarca do Hospital Badim, morreu aos 95 anos na última terça-feira (10), após um período de internação. O Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro (Sindhrio) manifestou profundo pesar pelo falecimento, destacando o legado do cirurgião plástico para a saúde no estado.
Formado em 1956 pela Faculdade Nacional de Medicina, Badim dedicou mais de seis décadas à profissão. Ele se destacou pelo pioneirismo, pela dedicação aos pacientes e pela busca constante por inovação, permanecendo ativo na medicina até idade avançada.
Sua carreira foi marcada por feitos importantes na cirurgia plástica brasileira. Em 1968, ele realizou o primeiro reimplante de mão do país. O médico também foi pioneiro em técnicas de reconstrução e no tratamento de queimaduras, tumores e deformidades.
Para o Sindhrio, a partida do profissional representa uma perda para a medicina e para o setor hospitalar. A entidade ressalta que, como fundador e patriarca de uma família com importante história na área, ele deixa um legado de dedicação à saúde e ao cuidado com o próximo.
O sindicato se solidarizou com familiares, amigos, colegas de profissão, pacientes e com toda a equipe dos Hospitais Badim, prestando homenagem a um médico cuja história se confunde com capítulos relevantes da saúde no Rio de Janeiro.