MPRJ mira ‘máfia das cantinas’ e esquema que causou rombo de R$ 25 milhões em presídios - Super Rádio Tupi
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MPRJ mira ‘máfia das cantinas’ e esquema que causou rombo de R$ 25 milhões em presídios

Investigação aponta que grupo fraudava licitações e chegou a controlar até 95% dos lotes destinados à exploração de cantinas em unidades prisionais

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Foto: Divulgação/MPRJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, nesta terça-feira (1º), a segunda fase da Operação Snack Time, que investiga um esquema de corrupção na exploração de cantinas em presídios do estado. A chamada “máfia das cantinas” é suspeita de ter causado um prejuízo de cerca de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e se tornaram rés após o recebimento da denúncia pela 1ª Vara Criminal Especializada. O grupo responderá pelos crimes de organização criminosa e fraude em licitação.

Ex-subsecretário e policial penal entre os réus

Entre os principais alvos está Rafael Rodrigues de Andrade, ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento. Ele é acusado de usar o cargo para favorecer empresas ligadas ao esquema e retirar da disputa concorrentes que não integravam o grupo.

Outro nome apontado como liderança é o policial penal Ronaldo Barbosa Souza. Na residência dele, agentes do Gaeco apreenderam dinheiro e joias.

Segundo o Ministério Público, o grupo mantinha um comando central e utilizava diferentes empresas para simular concorrência nas licitações. Os lotes das cantinas eram divididos previamente entre os integrantes, enquanto concorrentes externos eram afastados dos processos.

Grupo teria controlado até 95% dos lotes

Com as fraudes, a organização teria controlado até 95% dos lotes em determinados processos de seleção para a exploração das cantinas nos presídios estaduais.

A investigação aponta que o esquema funcionou entre 2015 e 2024. Nesta terça-feira, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital e na Baixada Fluminense, incluindo Duque de Caxias e Mesquita.

A nova fase da Operação Snack Time é um desdobramento da investigação iniciada em novembro de 2024.