Rio
Operação apreende 24 toneladas de produtos falsificados no Feirão das Malhas, em Caxias
Ação conjunta em Duque de Caxias mira comércio ilegal e protege o consumidorUma fiscalização no “Feirão das Malhas”, centro comercial de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, resultou na apreensão de mais de 24,3 toneladas de roupas, calçados e acessórios falsificados nesta sexta-feira (26). Três lojas foram interditadas e três responsáveis pelos estabelecimentos foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Oito lojas fiscalizadas, marcas famosas envolvidas
Entre os itens recolhidos estão calças, bermudas, blusas, bonés, óculos, chinelos e tênis de marcas como Nike, Adidas, Puma, New Balance, Hugo Boss, Armani, Lacoste e Umbro, sem qualquer documentação que comprovasse a origem das mercadorias. A ausência do Livro de Reclamações do PROCON-RJ também foi registrada como irregularidade. No total, oito estabelecimentos foram inspecionados.
A ação reuniu a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), o PROCON-RJ, a Polícia Civil — por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial — e o Ministério Público do Rio de Janeiro. Representantes dos escritórios de proteção das marcas afetadas também acompanharam a fiscalização.
Administração do centro comercial é notificada
A administração do Feirão das Malhas foi notificada a apresentar, no prazo legal, as medidas que pretende adotar para impedir a venda de produtos sem origem comprovada — dado que a responsabilidade nas relações de consumo também recai sobre o espaço que abriga os vendedores.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, destacou que “produtos com indícios de falsificação podem causar prejuízos materiais aos consumidores, representar riscos à segurança e afetar comerciantes que atuam de forma regular”.
Levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) aponta que o mercado ilegal gerou perdas estimadas em R$ 473,2 bilhões no Brasil em 2025. O setor de vestuário lidera os prejuízos, com R$ 87,3 bilhões, seguido por bebidas alcoólicas (R$ 83,2 bilhões), combustíveis (R$ 29 bilhões) e material esportivo (R$ 23,3 bilhões). O Rio de Janeiro responde por cerca de 7% do total nacional, com perdas de aproximadamente R$ 35,98 bilhões.