Padrasto é preso no Rio por torturar e agredir repetidamente enteado de 4 anos - Super Rádio Tupi
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Padrasto é preso no Rio por torturar e agredir repetidamente enteado de 4 anos

Investigação começou com denúncia de escola sobre machucados frequentes no menino

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O padrasto responde pelos crimes de tortura e lesão corporal. Foto: Reprodução/TV Globo

Um homem foi detido em flagrante pela 26ª DP (Todos os Santos) nesta segunda-feira (15), no bairro do Méier. Ele é suspeito de torturar e agredir repetidamente o enteado de apenas 4 anos, em um caso que gerou forte mobilização policial na Zona Norte do Rio.

A prisão foi fundamentada na Lei Henry Borel, após perícias identificarem lesões atuais e marcas de ataques antigos. O suspeito foi localizado pelos agentes de inteligência no momento em que buscava o menino na escola.

Sinais de maus-tratos foram notados em ambiente escolar

As investigações começaram após alertas emitidos por uma funcionária da escola da criança. O colégio registrou, por meio de fotos, hematomas na cabeça, lesões na orelha e diversos arranhões espalhados pelo corpo do garoto.

A instituição também relatou que o menor demonstrava sinais de vulnerabilidade extrema. O menino apresentava quadros de apatia, desinteresse nas aulas, fome excessiva e queixas constantes de dores no estômago, além de demonstrar medo ao ser questionado sobre as marcas.

Criança confirmou histórico de violência à polícia

Nesta segunda, a mãe alegou que uma nova lesão no nariz do filho teria sido causada por uma queda. A equipe policial se deslocou até a unidade de ensino e conduziu os responsáveis e a vítima para prestarem esclarecimentos na delegacia.

Em um depoimento especial, a criança revelou que o ferimento recente foi provocado pelo padrasto. O menino afirmou ainda que “era agredido frequentemente” pelo homem, o que desmentiu a versão apresentada inicialmente pela família.

O acusado agora responde pelos crimes de tortura e lesão corporal. O exame de corpo de delito foi determinante para comprovar que o sofrimento físico imposto ao menor não era um evento isolado, mas uma prática contínua.