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Rio

Perícia aponta falha no rebocamento do carro alegórico que causou morte de menina

Também foi concluído que poste onde a alegoria resvalou foi erguido em desacordo com as normas da ABNT e não devia estar lá

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Carro alegórico da Unidos da Ponte. (Foto: Diogo Sampaio/Rádio Tupi)
Perícia aponta falha no rebocamento de carro alegórico que causou morte de menina

A Polícia Civil do Rio concluiu o laudo da reprodução simulada do acidente que matou a menina Raquel Antunes da Silva, imprensada por um carro alegórico da Em Cima da Hora no carnaval deste ano.

Com a reconstituição, os peritos concluíram que no momento em que o reboque saiu com o carro alegórico, havia dois guias para a saída: um à frente e outro à esquerda do caminhão. Mas ninguém à direita, justamente onde Raquel estava.

A luminosidade do local era muito baixa. E o poste onde a alegoria resvalou foi erguido em desacordo com as normas da ABNT e não devia estar naquele ponto da rua. Ainda segundo a perícia, houve falha na interdição da Rua Frei Caneca, via de escoamento dos carros alegóricos, permitindo a circulação desordenada de transeuntes.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na noite de 22 de abril de 2022, durante o desfile da Série Ouro, que reúne as escolas de samba do grupo de acesso do carnaval carioca.

Algumas testemunhas contaram que Raquel subiu no carro alegórico da Em cima da Hora, que estava parado na rua. Já uma amiga da família disse que a menina estava apenas perto do conjunto.

Quando o veículo começou a ser empurrado, a 200 metros do portão de saída da Apoteose, já na Rua Frei Caneca, Raquel acabou imprensada contra um poste.

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