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Morte de Jiló dos Prazeres, chefe do tráfico, gera ônibus incendiado e bloqueios no Rio; vídeo

Além do traficante, outros 6 suspeitos foram e um morador foram mortos; criminosos incendiaram ônibus, bloquearam vias e paralisaram comércio

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Morte de Jiló dos Prazeres provocou onda de represálias no Rio; coletivo foi incendiado na Av. Paulo de Frontin, um dos acessos ao Túnel Rebouças. Foto: Reprodução e Lohrrany Alvim/Super Rádio Tupi

A Polícia Militar do Rio confirmou a morte de Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, um dos traficantes mais antigos e procurados da capital fluminense. O homem de 55 anos foi morto durante uma operação realizada na manhã de quarta-feira (18), no bairro de Santa Teresa. Outros seis suspeitos e um morador, chamado Leandro Silva Souza, também morreram na ação.

Eles invadiram uma residência do senhor Leandro e numa ação covarde colocaram o casal como refém e, quando entramos, houve uma negociação. Quando tentávamos uma negociação, houve um disparo de dentro e ele foi baleado na cabeça, e nosso policias reagiram. Tiraram a esposa em estado de choque“, informou o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes.

Como resposta, criminosos incendiaram um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, um dos principais acessos ao Túnel Rebouças. Por volta das 11h30, os bombeiros já haviam apagado o incêndio. No total, além do ônibus incendiado, outros seis foram interceptados e usados como barricadas para interromper o tráfego em vias do Rio Comprido.

Veja imagens:

Houve também tentativas de fechar o acesso ao Elevado Paulo de Frontin e à Rua Barão de Petrópolis. A mando de traficantes, o comércio local no Rio Comprido foi parcialmente obrigado a suspender suas atividades.

Segundo a Rio Ônibus, dez linhas sofreram desvios de itinerário no Rio Comprido e em Santa Teresa, em decorrência da operação policial.

Ônibus atravessados:

  • A72088 – 410 Saens Pena x Gávea
  • A72034 – 410 Saens Pena x Gávea
  • A48062 – 202 Rio Comprido x Castelo
  • A48046 – 202 Rio Comprido x Castelo
  • A72061 – 111 Central x Leblon (incendiado)
  • A72089 – 507 Silvestre x Largo do Machado
  • A72058 – 007 Silvestre x Central

Linhas impactadas:

  • 201 Santa Alexandrina x Castelo
  • 202 Rio Comprido x Castelo
  • 410 Saens Pena x Gávea
  • 133 Largo do Machado x Terminal Gentileza
  • 006 Silvestre x Castelo
  • 007 Silvestre x Central
  • 507 Silvestre x Largo do Machado
  • 111 Central x Leblon
  • 109 São Conrado x Terminal Gentileza
  • 014 Paula Mato x Central

Quem era Jiló

Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres. Foto: Divulgação

Jiló chefiava atividades criminosas no Morro dos Prazeres e respondia por crimes como homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas. Há registros de sua atuação no crime desde, pelo menos, a década de 1990. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ele acumulava oito mandados de prisão em aberto.

Ele também era apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. A vítima foi atingida por um disparo na cabeça e morreu no local após entrar na comunidade.

Jiló havia sido solto cerca de 30 dias antes do crime contra o italiano.

Segundo as investigações, ele comandava o tráfico de drogas em diferentes pontos da região central da capital fluminense. Em 2018, uma apuração o identificou como responsável pelo comércio de entorpecentes em um casarão na Rua do Lavradio.

BOPE divide ação em três fases

Foto: Divulgação

A operação mobilizou mais de 150 policiais nas comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos. O efetivo conta com apoio de 14 viaturas leves e dois veículos blindados, além de reforço de policiais do 5º BPM, sediado na Praça da Harmonia.

A ação foi desencadeada a partir de informações levantadas pela Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar. O trabalho de campo está estruturado em três etapas: intervenção e estabilização da área, busca e vasculhamento com capturas, e desmobilização das equipes.

O principal objetivo da operação é combater uma organização criminosa que atua nas comunidades, com ênfase em roubos de veículos e tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, ações desse porte têm como meta “restabelecer a ordem pública e aumentar a sensação de segurança da população local”.