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Fazenda da família Garcia é alvo de operação contra furto de petróleo; seis são presos

Operação cumpre mandados em seis estados e já prendeu sete suspeitos envolvidos em esquema interestadual

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil faz, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime” contra uma organização criminosa especializada no furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. Até o momento, sete pessoas foram presas.

A ação é coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e atuação interestadual, voltada à prática recorrente de furto de petróleo.

O esquema funcionava em etapas: inicialmente, os criminosos perfuravam clandestinamente os dutos e mantinham proteção armada no local. Em seguida, realizavam o carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, transportando o produto por rotas interestaduais. Por fim, o combustível era comercializado com o uso de notas fiscais falsificadas emitidas por empresas de fachada.

Foto: Divulgação

As investigações também identificaram tentativas de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados no crime.

De acordo com a Polícia Civil, o núcleo operacional da organização funcionava em uma fazenda no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, localizada em uma área estratégica próxima ao trecho do oleoduto. O local pertence a uma família ligada à contravenção, o que dificultava a fiscalização.

Seis pessoas presas

Os presos na operação são:

  • Caio Victor Soares Diniz Ferreira
  • Elton Félix de Oliveira
  • Jairo Lopes Claro
  • Leandro Ferreira de Oliveira
  • Patrick Teixeira Vidal
  • Washington Tavares de Oliveira

Entre os investigados estão os atuais arrendatários da propriedade rural.

Após um trabalho de inteligência que incluiu depoimentos, análise documental e coleta de provas materiais, os agentes conseguiram identificar os responsáveis pelo esquema, que também respondem a outros processos judiciais.

A polícia destaca que o crime vai além do prejuízo econômico, já que a perfuração ilegal de oleodutos representa grave risco ambiental, podendo provocar vazamentos de grande proporção, contaminação de rios e ameaça à segurança da população.