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Polícia faz operação contra avanço do Comando Vermelho e prende dois na Zona Sudoeste

Ação conjunta em nove comunidades busca enfraquecer o tráfico; veja o que foi apreendido e os resultados da ofensiva contra a facção criminosa

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Mesa com pistola, carregadores, munições, rádio, faca, coldre, notas e sacolas plásticas
Material apreendido em operação conjunta das polícias Civil e Militar que mira o avanço do Comando Vermelho. Foto: Reprodução/TV Globo

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar prendeu dois suspeitos e apreendeu armas e drogas em nove comunidades da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (22). A ação busca enfraquecer o avanço da facção criminosa Comando Vermelho na região.

Os agentes tinham como objetivo cumprir 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As comunidades alvo foram César Maia, Fontela, Terreirão, Coroado, Pombo Sem Asa, Cascatinha, Taboinhas, Palmares e Mont Serrat, localizadas em Vargem Grande, Vargem Pequena e no Recreio dos Bandeirantes.

As investigações da 18ª DP (Praça da Bandeira) apontam que a comunidade César Maia foi ocupada pelo Comando Vermelho há pouco mais de um ano. Antes, a área era dominada pela milícia. A polícia informa que a facção tem ampliado seu domínio para outras comunidades da região.

Balanço da operação

Dois cães policiais farejadores com sacolas de drogas e botas militares no chão
Cães do Batalhão de Ações com Cães farejam drogas apreendidas em operação contra o Comando Vermelho no Rio. Foto: Reprodução/TV Globo

Durante a ofensiva, os policiais prenderam Caique Bezerra Lima, que estava com um celular com registro de roubo. O outro suspeito preso não teve a identidade divulgada. Os agentes também localizaram um depósito usado para armazenar entorpecentes.

Entre o material apreendido estão:

  • um fuzil;
  • uma espingarda calibre 12;
  • outras espingardas;
  • carregadores de fuzil;
  • duas réplicas de armas;
  • drogas.

A operação reuniu policiais de diversas delegacias, com apoio do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Comando de Operações Especiais (COE), da inteligência da Polícia Militar e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Uma unidade de Atenção Primária de Saúde da região manteve o atendimento interno, mas suspendeu atividades externas, como visitas domiciliares.