Rio
Polícia faz operação contra milícia acusada de extorquir moradores de condomínio em Nova Iguaçu
Ação da Draco mira nove integrantes de grupo paramilitar e apura a conduta de PM no esquemaA Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais realizou uma operação nesta quarta-feira (14) contra a milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”. A ação mira nove integrantes de um grupo paramilitar acusado de controlar a gestão e extorquir quem vive em um condomínio residencial de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Os policiais civis cumprem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão para frear a exploração financeira e atingir as bases operacional e econômica da quadrilha. Os trabalhos têm o suporte da Corregedoria da Polícia Militar.
Como funcionava o esquema no condomínio?
A milícia atuava por meio de uma rede estruturada de taxas clandestinas, que contava com divisão de funções, monitoramento constante dos repasses e prestação de contas à chefia do bando. O grupo exercia ingerência direta na rotina administrativa do conjunto habitacional para garantir o domínio total sobre o espaço.
Para forçar os pagamentos ilegais, os criminosos recorriam a ameaças físicas e intimidações rotineiras. Moradores que resistiam às cobranças recebiam avisos de que seriam expulsos das próprias casas.
Quem são os principais investigados?
As ordens judiciais miram o núcleo próximo do chefe paramilitar. Entre os procurados estão o homem de confiança encarregado de gerenciar a cobrança das taxas e um dos responsáveis diretos por ameaçar e intimidar os residentes.
Um policial militar figura entre os alvos de busca e apreensão. A apuração aponta que o agente usava a própria farda e o medo da população para coagir as vítimas a pagar os valores ilegais, mantendo ligação com o comando da organização e interferindo no condomínio.