Jornalismo

Polícia prende nove em operação contra piratas de cursinhos que faturaram R$ 15 milhões

Ação desta terça-feira (21) contou com a participação de 100 agentes da Polícia Civil

Por Marcelo Silva

(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (21), nove pessoas na Operação Black Hawk, contra pirataria de materiais de cursinhos preparatórios para concursos públicos de todo o Brasil.

De acordo com investigação da Polícia Civil, os criminosos faturaram R$ 15 milhões roubando conteúdos de cursos preparatórios privados e comercializando o material na internet.

Os valores dos cursos preparatórios oficiais oscilam entre quinhentos e dez mil reais, e eram pirateados e vendidos pelos membros da quadrilha em seu site por até 10% do valor original.

Segundo o inquérito, os criminosos causaram um prejuízo estimado em R$ 5 milhões aos cursos oficiais. Cerca de 100 policiais saíram para cumprir mandados nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Araruama e nas cidades mineiras de Juiz de Fora e Borda da Mata.

O líder do grupo foi identificado como Antônio de Jesus Cabral, que é ex-aluno da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Sul do Estado.

A investigação aponta que o líder da quadrilha utilizava seus parentes como laranjas. Durante o período de apuração do casa, a mãe de Antônio, que possui um modesto salão de cabeleireiro, teve movimentação bancária de R$ 1,5 milhões e ganho líquido próximo a quinhentos mil reais em operações de bolsas de valores, de acordo com o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do COAF.

Verônica de Jesus Cabral, de 56 anos, mãe de Antônio foi presa presa no bairro da Engenhoca, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Além dela, outras 8 pessoas foram presas nesta manhã, entre elas um agente da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Na ação desta terça-feira (21), os agentes fazem o levantamento do patrimônio dos envolvidos no esquema criminoso para identificar os bens adquiridos com dinheiro de origem ilícita e embasar posterior sequestro judicial dos recursos.

Os compradores identificados na investigação estão sujeitos ao crime de receptação, com pena de até 4 anos e, podem ser, inclusive, desclassificados dos concursos prestados com o auxílio do material pirateado.

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