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Preso pela PF, Poze do Rodo acumula denúncias por tortura, sequestro e ligação com o Comando Vermelho

Funkeiro de 25 anos foi alvo da Operação Narco Fluxo, que investiga lavagem de R$ 1,6 bilhão em cripto; cantor já tinha denúncia aceita por tortura e ligação com o Comando Vermelho

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Foto: Divulgação/Instagram

MC Poze do Rodo, de 25 anos, e MC Ryan foram presos nesta quarta-feira (15) durante a Operação Narco Fluxo, ação da Polícia Federal voltada a desarticular uma rede suspeita de lavar R$ 1,6 bilhão por meio de criptoativos e transferências para contas no exterior.

De acordo com as investigações, o grupo movimentou o volume bilionário em recursos e ativos digitais em menos de dois anos, com estrutura financeira ramificada no Brasil e fora do país para esconder a origem do dinheiro.

Prisão anterior e acusações ligadas ao tráfico

Este não é o primeiro contato de Poze com a Justiça criminal. Em maio de 2025, ele já havia sido preso sob acusação de colaborar com o Comando Vermelho. A Polícia Civil do Rio apontou que o cantor realizava shows com segurança feita por traficantes armados com fuzis e pistolas.

Suas letras também viraram alvo de investigação, com a suspeita de que estimulavam confrontos entre facções rivais no Rio de Janeiro. A defesa rebateu as acusações na época e afirmou que “a ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro é seletiva”, argumentando que as músicas apenas retratavam o dia a dia das periferias.

Denúncia de tortura aceita pelo tribunal em 2025

Em agosto de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio aceitou uma denúncia contra Poze por tortura e extorsão mediante sequestro. O caso envolve seu ex-empresário, Renato Antonio Medeiros, que afirma ter sido agredido pelo cantor e por outros homens em 2023, após ser suspeito de ter roubado joias do artista, acusação que Poze nega.

Poze do Rodo e MC Ryan SP foram presos na operação que acontece em 9 estados. Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo o processo, Medeiros ficou cerca de 90 minutos em cárcere privado e foi submetido a socos, queimaduras de cigarro e golpes com um objeto de madeira com pregos. A defesa do funkeiro declarou acreditar que ele será “inocentado de todas as acusações” ao fim dessa ação. Poze tinha o direito de aguardar o julgamento em liberdade.

Em junho de 2025, ao sair de uma detenção anterior, o cantor foi recebido com festa por fãs e familiares. A soltura aconteceu em meio a uma série de protestos públicos e manifestações de outros nomes da música em apoio ao artista.