Rio

Profissionais da saúde afastados acusam a RioSaúde de não fazer repasse ao INSS

Segundo a denúncia, empresa pública desconta da folha de pagamento dos profissionais, mas não repassa valor ao órgão

Por Diana Rogers

Foto: Divulgação Governo do RJ

Profissionais da saúde do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, afastados por motivos de doença, temem não conseguir receber o auxílio previsto em lei. Segundo a denúncia, a empresa pública RioSaúde, que administra a unidade e outros cinco hospitais municipais da cidade, não tem feito o pagamento junto ao INSS.

A Super Rádio Tupi teve acesso aos documentos enviados pelos profissionais prejudicados e constatou que a RioSaúde desconta cerca de 10% na folha de pagamento dos funcionários, mas não repassa o valor ao INSS . “O dinheiro descontado não é repassado para o INSS. A RioSaúde está fazendo isso, não só comigo, mas com tantos outros profissionais que foram afastados. Estamos em casa sem um parecer do INSS e sem um respaldo da empresa. Vai chegar maio e não teremos o salário”, contou uma técnica de enfermagem afastada em março após apresentar sintomas do coronavírus.

A funcionária, que preferiu não se identificar, está preocupada pois nem o auxílio emergencial ela consegue dar entrada. “Não podemos dar entrada no auxílio do governo porque temos vínculo empregatício. Além do cansaço psicológico por causa da doença, eu praticamente não durmo porque não sei o que vai ser das minhas contas mês que vem. Metade do Ronaldo Gazolla se encontra na mesma situação que eu”.

Outra técnica de enfermagem do mesmo hospital, também afastada por sintomas da Covid-19 e que faz parte do grupo de risco, disse que o repasse não é feito desde que ela entrou no Ronaldo Gazolla, há cerca de um ano. “Eu apresentei febre dia 9 de março e dia 16 fui internada com sintomas do coronavírus. Foi por causa da doença que constatei que o repasse nunca foi feito desde que comecei a trabalhar no hospital, em março do ano passado. E eu ainda tenho as comorbidades. Sou hipertensa e tenho bronquite asmática. Meu cardiologista me deu um laudo dizendo que eu deveria ficar afastada, sendo que o RH do Ronaldo Gazolla até agora não me respondeu”.

Funcionários alegam ainda que a falta de repasse não ocorre apenas com profissionais do Hospital Ronaldo Gazolla, mas nas outras cinco unidades administradas pela Rio Saúde (CER Barra; UPAs da Cidade de Deus, Rocha Miranda e Senador Camará; e Hospital Municipal Rocha Faria).

Procurada, a Rio Saúde disse que está resolvendo a questão junto ao INSS. Segue a nota:

A RioSaúde está resolvendo a questão com o INSS e, neste momento, encaminha os documentos necessários para liberação do benefício. Ressaltamos que o funcionário não será prejudicado na concessão de qualquer benefício previdenciário. A RioSaúde tem um crédito de mais de R$ 20 milhões com a Previdência e negocia para que este valor seja aceito como pagamento do INSS em aberto.

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