Quem é Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Quem é Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho

Fornecedor de fuzis AK-47 do CV é preso no Suriname; PF mira rede de R$ 150 milhões

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Foto - Reprodução

Arnaldo Ribeiro, apontado pela Polícia Federal como um dos principais articuladores do tráfico de armas para o Comando Vermelho, foi capturado no Suriname durante a Operação Red Fox, deflagrada neste fim de semana. Ele foi localizado em uma mansão em Paramaribo, capital do país, e é suspeito de movimentar cerca de R$ 150 milhões em transações ligadas ao crime organizado.

Segundo as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, Arnaldo atuava como fornecedor de armamentos pesados para a facção, especialmente fuzis AK-47.

O material seria destinado ao braço do Comando Vermelho no Norte do Brasil, em uma estratégia para ampliar o domínio territorial da organização criminosa.

Foto- Lucas Araújo/Super Rádio Tupi

Esposa também foi presa

Além de Arnaldo, a esposa dele, Denise Mendonça, também foi detida pela polícia local. De acordo com os investigadores, ela teria papel importante na parte financeira e logística do esquema, ajudando na movimentação de valores e no funcionamento da rede criminosa.

O casal foi extraditado para o Brasil e recebeu voz de prisão ao desembarcar em Belém, no Pará. A operação é considerada uma das principais ações recentes contra o tráfico internacional de armas ligado ao Comando Vermelho.

Bloqueio milionário de bens

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em ativos vinculados aos investigados. A medida busca atingir a estrutura financeira do grupo, incluindo empresas suspeitas de serem usadas como fachada para lavagem de dinheiro.

Ao todo, a operação tinha como objetivo cumprir 13 mandados de prisão. Até o momento, quatro foram executados. A apuração também aponta que intermediários ajudavam a fracionar depósitos bancários para dificultar a identificação das transações pelos órgãos de controle.