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RJ descarta dois casos de hepatite grave em crianças; outros quatro seguem em investigação

Criança de 4 anos da cidade do Rio precisou de transplante de fígado

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Imagem de bebê no médico
(Foto: Reprodução / Agência Brasil)

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (23) que descartou dois casos de hepatite aguda grave que estavam sendo investigados pelas equipes do Centro Estratégico de Vigilância em Saúde. A causa da doença ainda não foi esclarecida.

Outros quatro casos suspeitos e considerados prováveis seguem em investigação, são eles: uma criança de 4 anos e um bebê de 2 meses da cidade do Rio, criança de 3 anos de Niterói e outra de 2 anos de Araruama. Todos já receberam alta.

A criança de 4 anos precisou passar por um transplante de fígado, realizado no Hospital Estadual da Criança (HEC), unidade referência em transplante hepático pediátrico do Rio de Janeiro. A criança já deixou o hospital, mas está sendo acompanhada pela equipe do HEC.

– Os primeiros sintomas dessa criança foram vômitos, dor abdominal e diarreia. Logo depois, ela ficou com a pele amarelinha e foi internada em um hospital, onde foi iniciado o tratamento contra a hepatite. Mas ela foi piorando gradativamente, começou a apresentar problemas de coagulação e foi transferida para o Hospital Estadual da Criança com diagnóstico de hepatite fulminante, a fim de que se desse prosseguimento à investigação para necessidade de transplante de fígado – contou o médico Giuseppe Maria Santalucia, um dos que acompanham o pequeno paciente.

Devido à urgência do caso, a criança foi inserida como prioridade na listagem do Programa Estadual de Transplantes e foi transplantada cerca de 24 horas após a internação no HEC.

Investigação epidemiológica

Em abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta mundial sobre casos de hepatite aguda grave registrados no Reino Unido em que o agente causador da doença era desconhecido. No último dia 24, o Ministério da Saúde encaminhou aos estados um comunicado de risco alertando os serviços de saúde para ficarem atentos a casos de hepatite aguda grave em que o paciente apresenta transaminases (enzimas intracelulares) acentuadamente elevadas, às vezes precedida por sintomas gastrointestinais. No início deste mês, a SES emitiu um alerta aos 92 municípios do estado, visando orientar as secretarias municipais sobre a notificação correta dos casos, para que possam ser monitorados.

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter diversas causas, sendo as mais comuns as infecções pelos vírus tipo A, B e C, além do consumo abusivo de álcool ou outras substâncias tóxicas como medicamentos e drogas. O coordenador da equipe de transplante hepático do HEC, o médico Rafael Vasconcelos, alerta aos pais que fiquem atentos aos primeiros sinais de gravidade da hepatite, tais como olhos amarelos, urina escura e sonolência.

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