Rio
Rock in Rio 2026: megaoperação terá drones e reconhecimento facial
Esquema especial com 7.680 agentes contará com delegacia dentro do evento e fiscalização da Lei Seca; veja os detalhes do plano de segurança
O Governo do Estado do Rio de Janeiro detalhou o esquema especial de segurança para o Rock in Rio 2026, que acontece em setembro na Barra da Tijuca. A operação mobilizará 7.680 agentes de diferentes corporações para monitorar o público estimado em mais de 700 mil pessoas nos sete dias de festival.
O monitoramento terá suporte de alta tecnologia, incluindo o uso de drones para vigilância aérea e câmeras com softwares de reconhecimento facial. O sistema eletrônico também será capaz de identificar placas de veículos que circulam nos acessos à Cidade do Rock, permitindo uma resposta rápida das autoridades.
Polícia Civil terá delegacia dentro do evento
A Polícia Civil mobilizará cerca de 1.700 agentes, dos quais 725 estarão posicionados dentro do recinto do festival. A estratégia envolve equipes uniformizadas e policiais à paisana, com foco na prevenção e investigação de furtos e roubos de aparelhos celulares.
Uma estrutura da 16ª DP (Barra da Tijuca) funcionará no local em conjunto com o Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos. Haverá reforço no efetivo de unidades próximas e o apoio de grupos periciais e legistas que estarão de plantão.
O atendimento especializado será garantido por diversas frentes de atuação:
Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam): suporte específico para o público feminino durante todos os dias de shows.
Proteção a grupos vulneráveis: equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente e da unidade voltada à pessoa idosa estarão presentes.
Apoio ao turista e combate à intolerância: atuação da Deat e da Decradi para ocorrências de racismo ou delitos de intolerância.
Atuação do Corpo de Bombeiros e Operação Lei Seca
O Corpo de Bombeiros escalou 600 militares e montou duas forças-tarefa estratégicas com ambulâncias e veículos de salvamento. O plano operacional inclui plataformas mecânicas que alcançam 42 metros de altura e caminhões-tanque para suporte hídrico, com coordenação na Arena Carioca 1.
A Operação Lei Seca contará com 700 servidores para fiscalizar as principais vias que levam ao festival. Além das blitze, o grupo realizará ações educativas voltadas para motoristas, equipes de apoio e pessoas com deficiência.
A maior parte do efetivo virá da Polícia Militar, com 4.500 agentes em atividade nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. A estrutura logística para o entorno conta com 177 viaturas, oito torres de vigilância e seis pontos de bloqueio em vias principais.
Visitantes estrangeiros terão suporte de policiais bilíngues em um posto do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas. O patrulhamento será diversificado, com equipes a pé, motorizadas e a cavalo posicionadas em terminais de transporte e nas rotas de chegada do público.
Um Centro Integrado de Comando e Controle Móvel será instalado no BRT Parque Olímpico para centralizar as imagens. Para reforçar a prevenção, outros 140 agentes do programa Segurança Presente atuarão especificamente no perímetro externo da Cidade do Rock.